Só quem já perdeu uma pessoa amada sabe como é essa dor. É, perder mesmo. Por morte. Se bem que alguns términos de relacionamentos equivalem quase a isso.
Mas não é fácil não. E apesar de muita gente já ter passado por isso, é muito diferente para cada um. E o jeito de lidar com isso é muito diferente. Tem gente que enlouquece. Tem gente que entra em depressão. Tem gente que parece que morre junto, porque já não consegue mais viver. Tem gente que até consegue superar. E tem gente que aprende a conviver com a saudade eterna daquela pessoa.
Eu estou tentando aprender a conviver com a saudade eterna. Mas, devo confessar, tem dias que não é fácil. Tem dias que eu daria tudo para poder dar mais um abraço, para ouvir uma palavra de acalento. Tem dia que eu queria poder pegar o telefone e ouvir a voz dele, feliz por me atender. Tem dias que eu queria ele de volta....
Tem dia que não dá vontade nem de levantar da cama, porque ele não está mais aqui.
Mas, por ele, eu vou seguir em frente. Por ele, vou tentar construir uma vida boa para mim, porque ela o que ele queria. Por ele, vou tentar conseguir realizar o sonho da vida dele, que era me ver bem e feliz.
Por ele, eu levantei hoje.
Papai, você faz muita falta.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Capítulo 01 - Alex e Sarah
Já fazia mais de um ano que Sarah estava sozinha, e ela já estava se cansando disso. Por que era tão difícil encontrar um cara legal? Os últimos relacionamentos dela mostravam que era quase impossível.
Mas a esperança é a última que morre, então ela continuava em sua busca, esperando conhecer alguém que valesse a pena, e que levasse um relacionamento a sério.
E assim ela ia seguindo com a vida... O problema é que ela já tinha um modelo de homem perfeito na cabeça, e esquecia de olhar para lados. Ela achava que o príncipe encantado ia surgir em um cavalo branco e de armadura brilhante (parodiando os contos de fadas), e esqueceu de perceber que as pessoas são reais, e o verdadeiro amor pode estar logo na esquina.
A rotina dela era quase sempre a mesma: acordar cedo, sair pra passear com o cachorro, tomar um banho e ir trabalhar na livraria dela, que abria às 9h. Antes de abrir, ela sempre passava em uma cafeteria que ficava ali pertinho, no final da rua, e comprava um cappuccino com torradas integrais. Depois de fechar a loja às 18h, ela ia direto para a academia, suava bastante e voltava para casa. Dependendo da disposição, ela ainda arrumava um tempo para sair com as amigas, dar uma volta na praia e programar alguma coisa para o fim de semana.
Até que um dia...
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Livros
Para quem já viu lá embaixo, eu adoro ler, do mesmo jeito que adoro escrever. Livro na bolsa é item obrigatório, seja lá pra onde eu for. Depois que ganhei um leitor eletrônico, aí mesmo que sempre tenho algo novo pra ler, de romances a suspenses policiais.
Atualmente, leio muito uma mesma escritora: Nora Roberts, e acabei reparando em algo paradoxal. Ela consegue ser super criativa (ao inventar várias histórias diferentes) e super comum (todas as histórias têm o mesmo final feliz, da mocinha casando com o mocinho). É no mínimo estranho. Assim, nem fica tão difícil escrever: o que muda são os personagens, mas o essencial da história é sempre o mesmo. E aí me veio a ideia de tentar escrever de novo, depois de ter perdido meu livro.
É, acho que vem um conto por esses dias....
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Amor, amores, desamores...
É muito interessante como certas conversas nos fazem parar para pensar.
Um amigo veio desabafar comigo sobre estar gostando de uma garota e ela não o corresponder. E aí ele veio com um papo de que vai ficar sozinho, que com ele é sempre assim, e tal e coisa. E aí eu lembrei que até pouco tempo atrás eu também pensava assim.
Poxa vida, olhando para o meu passado, o futuro não parecia animador. Tive três namoros que duraram mais de três meses. Fazendo um balanço, nenhum deles terminou com saldo positivo. Ou seja: eu não tive nem um pouco de sorte. A única coisa de positiva que tirei desses namoros foi: certas coisas ninguém mais vai fazer comigo. E pra namorar, só for pra valer muito a pena. Só se for com alguém que eu poderia casar. Porque com os outros três não havia a menor possibilidade disso.
E aí, reapareceu uma pessoa na minha vida. Uma pessoa inesperada.
A gente já tinha tentado ficar junto antes, mas ele achou melhor se afastar. Ele não estava pronto para se envolver com alguém. E isso me magoou muito, Porque, por mais que a gente quase não se conhecesse, eu sentia que ele era especial. Eu sentia que podia dar muito certo.
Eu sentia que, com ele, eu poderia me casar.
Bom, voltando ao presente. Depois de quase cinco anos, ele reaparece no meu facebook. E, aos poucos, começa a me reconquistar. Confesso que eu estava bastante receosa: além da distância que nos separava, eu estava com muito medo de me decepcionar de novo. Mas só que ele não desistiu. Pelo contrário, insistiu muito! E tanto insistiu, que conseguiu. Há um tempo atrás, nos reencontramos. E foi mais perfeito do que eu poderia imaginar. A cada dia que passa, ele me conquista um pouco mais. A cada dia que passa, eu percebo a pessoa maravilhosa que ele é, e como sou feliz ao lado dele. E a cada dia, eu tenho mais certeza de que fiz o certo ao esperar a pessoa certa.
É, hoje eu não sinto mais que poderia me casar com ele.
Eu tenho certeza.
sábado, 19 de novembro de 2011
Com o passar do tempo....
Lendo uma reportagem hoje, mais uma vez vem aquela sensação de que a vida é muito curta. Era uma matéria sobre uma jovem com câncer terminal, que não sabe se vai sobreviver à virada do ano, mas está planejando um casamento para junho de 2012.
Às vezes eu acho que devia levantar todo dia com esse pensamento: A vida é curta, faça o melhor dela. Até porque tem dias que eu desperdiço completamente, sem fazer nada de produtivo.
E aí vem outro problema: como balancear? Porque se for pra aproveitar ao máximo cada dia, eu vou querer mais é curtir. O trabalho fica pra amanhã.
E então passo meus dias nessa luta diária de procurar o equilíbrio: não planejar o casamento para amanhã, mas tentar não esperar até ser tarde demais. Trabalhar um pouco hoje e um pouco amanhã, e não deixar de fazer aquilo que me diverte. Fazer exercícios, para poder realmente curtir a vida da melhor maneira possível. Me alimentar bem (e deixar o fandangos de lado)... E todas essas outras coisas necessárias.
Ah, e sem deixar de lado a procura constante de um objetivo para a vida. Sem objetivos, sem planos, sem expectativas... Não existe motivo para viver.
Vida tecnológica
Nesse mundo globalizado e da internet, às vezes me sinto cada vez mais isolada (ao invés de integrada). Já não tem mais aquele costume de ligar pras amigas: agora é tudo por mensagem do facebook. Já não sei mais quais são as músicas atuais, pois não escuto mais rádio. Filmes? A maioria, por download. Somente com as notícias consigo manter uma certa proximidade. Mas espera, também é pela internet, sem escutar o jornalista. Do tempo da adolescência, sinto falta de outras coisas além da falta de preocupações: sinto falta dos almoços em família, da turma reunida no fim da tarde, nos fim de semana com festinhas na casa de alguém. Por mais que eu seja fissurada por tecnologias, eu me pergunto até que ponto elas são benéficas para o convívio do ser humano.
Falando nisso, tenho um iPod chegando... Alguma dica de músicas novas? (Chega de ouvir rocks e mpb de 5 anos atrás...)
O começo.
Para quem não sabe, sou tradutora. É, tradutora.
Mas não uma tradutora comum: eu faço legendas. É, aquelas que você vê na TV.
Mas espera, vamos começar do começo. Quando eu tinha 12 anos, cismei que ia escrever um livro. Na época, meu pai até me apoiou, e disse que ia publicar. Sério. E o mais incrível é que eu escrevi o tal do livro. Ele tinha 83 páginas, e contava as aventuras de um grupo de amigos que foi viajar e se perdeu na selva amazônica.
Devo admitir que na época eu achava que seria uma história fantástica. Só que o final foi triste: o arquivo do livro estava todo em um disquete (daqueles pequenos, sabe?), e o disquete deu problema. Eu perdi o meu livro.
Desde então, fiquei meio decepcionada com a vida de escritora, e só escrevi de novo nas aulas de literatura do colégio.
Então, eu resolvi inventar de fazer legendas, porque eu queria ver filmes que não tinham legendas na internet. E daí veio o hobby, que agora se tornou em um trabalho. E devo dizer que o meu conhecimento de português tem ajudado bastante...
Só que só escrever bem uma legenda não é mais suficiente para mim.
Por isso, comecei esse blog.
Vamos ver o que sai aqui...
Assinar:
Postagens (Atom)