sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Capítulo 12 - Morte Suspeita

Fabrício e Marcelo começaram o dia com dois objetivos: falar com Lucas, o sócio de Emiliano, e ter uma nova conversa com Daniel, sobrinho de Henrique, para saber sobre o vício de Henrique.
Eles decidiram que seria melhor ir logo falar com Lucas, e deixar o Daniel para depois; reconhecer o homem misterioso seria muito mais proveitoso do que saber sobre o vício de cocaína do Henrique.
Assim que chegaram, encontraram Lucas trabalhando.
- Lucas, será que podemos lhe interromper um pouco? – Perguntou Marcelo.
- Claro. Já conseguiram descobrir alguma coisa?
- Não, não temos muita coisa nova. Mas sabemos que o Emiliano jantou com clientes ontem. – Começou Fabrício.
- Um deles disse que o jantar foi interrompido no meio por um homem misterioso. Ele diz que não conhecia o homem, mas parece que o Emiliano tinha uma dívida com esse homem. Eles saíram juntos, apressados.- Continuou Marcelo.
- E quem é esse homem?
- É isso que queremos saber. Parece que a dívida era alta, e o Emiliano ficou muito perturbado com a visita. Será que você pode olhar uma foto e ver se reconhece o sujeito?
- Sim, posso olhar. Onde está a foto?
Fabrício tirou a foto de uma pasta e mostrou a Lucas.
- Mas isso é fácil. Esse aqui é o primo do Emiliano!
- Primo? Você sabe o nome dele, telefone, endereço?
- Sim. O nome dele é Washington, e ele trabalha no hotel que tem lá na Rua Americana, aquele grandão... Esqueci o nome agora. Se bobear, ele deve estar por lá agora.
- Lucas, agradecemos a sua cooperação.
Assim que saíram da loja, Marcelo comentou:
- O tal do hotel grandão é o mesmo hotel que pertencia ao Henrique Furtado.
- Eu sei disso. Vamos para lá agora. Assim saberemos quem é esse sujeito, e aproveitamos para conversar com Daniel.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Capítulo 11 - Morte Suspeita

Ele achava que a polícia nunca iria ligar as mortes a ele. Na verdade, nem tinha como a polícia fazer essa ligação, pois ele não tinha deixado rastro. Ele sabia que não iriam conseguir descobrir a ligação entre ele, Emiliano e Henrique.
Os três nunca saíam juntos em público, e evitavam se falar por telefone. E-mail, nem pensar. Ele sempre tomou muito cuidado com todos os clientes dele, pois não queria ser pego; ele não tinha o menor interesse em conhecer o interior de uma cadeia.
E, afinal de contas, não foi culpa dele Henrique ter cheirado tudo de uma vez, sem nem deixar um pouco para Emiliano se divertir também. E também não foi culpa dele o Emiliano ter insistido em levar a prostituta para a festinha deles três.
O que ele fez foi só para se defender. O louco do Henrique é que resolveu brincar de bangue-bangue, correndo atrás de todos como um maluco, de arma em punho. O que ele fez depois foi só para evitar que sobrasse confusão pro lado dele. E a overdose do Henrique não iria demorar a chegar, era só uma questão de tempo.
Pelo menos, desse jeito, tudo iria parecer uma festinha que deu errado, e iria ficar por isso mesmo. E ele iria continuar normalmente com o trabalho dele, fingindo pesar quando fosse necessário.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Capítulo 10 - Morte Suspeita

É, pessoal! Demorou, mas voltou!

Segue mais um capítulo fresquinho da história....


No dia seguinte, os dois policiais recomeçaram a investigação com a visita a Rodrigo. Logo em seguida, eles iriam conversar novamente com Daniel Furtado, para saber sobre o vício de cocaína do tio.
Assim que chegaram na lanchonete, eles foram logo recebidos por Rodrigo, que já sabia da morte de Emiliano.
- Eu ainda não consegui acreditar que o Emiliano morreu. Vocês podem falar alguma coisa sobre como foi? – Perguntou Rodrigo.
- Ele foi assassinado no bairro dos bordéis, junto com mais duas outras vítimas. Nós sabemos que você esteve com ele ontem à noite, e gostaríamos de saber quem foi que encontrou com Emiliano ontem à noite, e por que ele saiu tão rápido do jantar de vocês. – Disse Fabrício.
- Olha, pelo que eu entendi, o cara era conhecido do Emiliano. Eles tiveram uma discussão por causa de dinheiro, parece que o cara foi cobrar uma dívida do meu amigo. Ele se estressou com a situação, e acabou saindo com ele para resolver o problema.
- E por acaso você faz ideia a que se referia a dívida? – Quis saber Marcelo.
- Pela conversa não deu para sacar. Mas parecia que era muito dinheiro, não era pouca coisa. Me parece que a dívida devia ser de mais de 10 mil.
- Certo... Tem mais alguma coisa que você gostaria de acrescentar? Mais algum detalhe que você não comentou? – Perguntou Fabrício.
- Só que o Emiliano disse que voltaria logo. Como esperamos por mais de meia hora e ele não apareceu, resolvemos ir embora.
- Agradecemos a sua cooperação. Se lembrar de mais alguma coisa, por favor, entre em contato conosco.
Os dois policiais saíram da lanchonete com um pouco mais de informação, mas nada muito útil. O problema agora seria identificar o tal do homem desconhecido. Eles resolveram pegar a imagem do restaurante e mostrar para o sócio dele, para saber se ele teria alguma ideia de quem seria.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Capítulo 9 - Morte Suspeita

- Olha, eu não sei se tem como saber para onde eles foram. Mas posso ver quem pagou a conta deles. Se foi paga com cartão de crédito, pode ser que ajude vocês um pouco – Sugeriu Juliano.
- Boa ideia. Faça isso, por favor.
Juliano foi até o escritório do restaurante, e voltou logo depois.
- Aqui está. Vocês deram sorte, eles pagaram mesmo no cartão de crédito. O nome é Rodrigo M Ramos. Espero que ajude em alguma coisa.
- Já é uma outra pista. Nós agradecemos a cooperação. – Agradeceu Fabrício.
- Então, vamos descobrir quem é esse tal de Rodrigo, e ver se ele sabe de alguma coisa. – Disse Marcelo, assim que saíram do restaurante.
Eles descobriram que Rodrigo era dono de uma lanchonete, e era cliente antigo de Emiliano. Pelo visto, o jantar com clientes era uma prática comum, ainda mais com clientes antigos que acabavam virando amigos. Eles descobriram o endereço da lanchonete, e estavam a caminho de lá quando receberam uma ligação do laboratório: o resultado dos exames toxicológicos das três vítimas tinha chegado.
Os policiais foram direto para lá, pegar tudo e ver o que mais poderiam descobrir das vítimas.
- E aí, onde estão nossos resultados? – Perguntou Fabrício, assim que eles abriram a porta do laboratório.
- Calma, vou pegar. E devo dizer que o resultado foi muito interessante. – Disse Mariana, a técnica.
- Pronto, aqui está. De acordo com os componentes que achamos, o resultado foi o seguinte: a Maria Amélia estava dopada.
- Dopada? Mas como?
- Ela teve coma alcoólico, de tanta vodca que bebeu. E pelo visto, ela não duraria muito tempo mais se não fosse levada a um hospital.
- Isso é estranho. E nos outros dois?
- No Emiliano, não achamos nada de interessante. Mas, no Henrique, achamos uma quantidade considerável de cocaína. Ele devia estar bem louco.
- Cocaína? O sobrinho dele não comentou nada sobre o vício. – Comentou Marcelo.
- Acho que teremos que voltar a conversar com ele... Ele pode ter escondido mais coisas de nós. – Respondeu Fabrício.
- Vamos nessa.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Capítulo 8 - Morte Suspeita

Assim que saíram da loja, os policiais foram direto para o restaurante Bella Donna, onde Emiliano havia jantado com clientes na noite anterior. Chegando lá, foram atrás do gerente. Se eles tivessem sorte, ele poderia identificar quem tinha ido jantar com o Emiliano, e assim desvendar mais uma parte daquele quebra-cabeça.
- Olá, boa tarde. Meu nome é Juliano. Em que posso ajudar?
- Olá, somos Fabrício e Marcelo. Gostaríamos de falar com você por um momento, sobre a noite de ontem. Você tem um minuto?
- Mas é claro, entrem. O restaurante ainda não abriu para o expediente da noite, podemos conversar tranquilamente. Do que se trata?
- Estamos investigando um assassinato, e sabemos que a vítima jantou aqui ontem, com amigos. Gostaríamos de saber se você o reconhece, e se por acaso poderia identificar os homens que jantaram com ele.
- Posso fazer ainda melhor. Aqui nós temos uma vigilância 24h, e guardamos as filmagens por uma semana. Com certeza o seu amigo foi filmado chegando. Podemos dar uma olhada na gravação, e procurar por eles.
- Ótimo. Vamos lá.
Eles foram para a sala da segurança, que era muito acima do esperado para aquele restaurante. Mas o gerente explicou que era um cuidado do dono, pois o restaurante já havia sido assaltado duas vezes. Assim, o dono preferiu investir em vigilância, para ficar mais fácil de achar os bandidos que aparecessem por lá.
- Bom, aqui está. Esse é o vídeo de ontem. Vou passando rápido, avisem quando virem a vítima.
Juliano foi passando o vídeo, até chegar em 20:45.
- Aí, bem aí. Pare, essa é a nossa vítima.
Marcelo viu Emiliano entrando no restaurante, acompanhado de mais dois homens. Infelizmente, nenhum deles era Henrique Furtado.
- Isso. Agora teremos de descobrir quem são esses outros dois. Por favor, vai passando de novo o vídeo, até a hora em que eles saem.
Juliano continuou a passar o vídeo, até que aconteceu algo inesperado: Henrique Furtado apareceu, parecendo desorientado, e foi direto em direção à mesa de Emiliano. Como a mesa estava à vista, perceberam que os dois homens tiveram uma pequena discussão, e logo depois saíram juntos. Estranhamente, Emiliano não voltou para encontrar seus clientes, que foram embora um pouco depois da saída dos dois homens.
- Aí está. Agora sabemos que os dois estavam juntos ontem. Mas para onde eles foram? E onde está o terceiro? Por que eles foram para tão longe?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Capítulo 7 - Morte Suspeita

Depois de pegarem todas as informações possíveis, Fabrício e Marcelo sentaram para avaliar algumas coisas.
- E aí, Marcelo? Você acha que esse garoto pode ser o culpado dos três assassinatos, e ser o nosso homem misterioso?
- Olha, eu acho pouco provável. Sei lá, ele teria que ser ator para fingir tão bem o sofrimento com a notícia da morte do cara. E se ele realmente quisesse matar o tio, por que matar outras duas pessoas? Ele poderia ter feito isso de várias maneiras diferentes, sem envolver os outros dois.
- Sim, com certeza. Ele teria várias outras situações mais favoráveis para matar o tio. Mas ainda temos um problema: quem era o quarto homem? E onde ele está?
- Isso é algo que precisamos descobrir. Vamos atrás do Emiliano, e talvez consigamos descobrir alguma pista. Mas sugiro irmos primeiro na loja dele. Talvez lá eles tenham alguma informação, e assim adiamos a ideia de ter que falar com a família dele.
Quarenta minutos depois, os dois estavam entrando na confecção de uniformes do Emiliano, no centro da cidade. Marcelo se dirigiu ao balcão.
- Será que podemos falar com o dono daqui?
- Sinto muito, o dono não se encontra. – Respondeu o rapaz na recepção.
- E quem é que toma conta daqui quando ele não está?
- Eu mesmo, sou o gerente e sócio do Emiliano. Em que posso ajudar?
- Nós somos da polícia. Qual é mesmo o seu nome?
- Lucas. Aconteceu alguma coisa?
- Sim, aconteceu. Você sabe onde anda o seu sócio?
- Ele tinha me dito que ia sair com clientes ontem à noite, e que provavelmente só voltaria para o trabalho amanhã. Parece que ele pretendia curtir a noite. Só que ele não deu notícias, e normalmente ele liga nos dias que não vem trabalhar. Tentei ligar para o celular dele, mas ele não atendeu.
- Lucas, lamentamos informar, mas seu sócio não vai atender o celular por muito tempo. Ele foi assassinado.
- Assassinado? Mas como, onde? Vocês têm certeza de que era ele mesmo?
- Sim, temos certeza. Não podemos dar detalhes, mas ele estava com outros dois homens, e uma prostituta.
- Fazia parte do contato com clientes dar uma festinha com prostitutas? – Perguntou Marcelo.
- Não, claro que não. Ele ia sair ontem, mas disse que ia para um restaurante, e não iria ficar até tarde da noite. Não sei nada de prostituta nenhuma.
- Você sabe o nome do restaurante para onde ele foi, e quem eram os clientes? Assim poderíamos ampliar a nossa investigação.
- Claro, vou anotar para vocês.
Lucas entregou o papel a Fabrício, que viu que o restaurante era mediano: sem muita classe, mas de qualidade. Seria o próximo passo na investigação. Os clientes não tinham nada a ver com Maria Amélia e Henrique Furtado, pelo menos era o que parecia.
Aquela história ficava cada vez mais sem sentido.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Capítulo 6 - Morte Suspeita

Durante a tarde, eles foram investigar o empresário, Henrique Furtado. Descobriram que ele já não possuía família próxima, pois era órfão e não tinha filhos. O parente mais próximo era o sobrinho dele, Daniel Furtado, que era gerente de um dos hotéis da rede do tio.
Os dois policiais foram até o local de trabalho dele, sabendo que o rapaz seria um dos suspeitos; no caso da morte do tio, Daniel herdaria toda a rede de hotéis da família. Daniel também era órfão, e perdeu os pais no mesmo acidente de avião em que perdeu os avós. Em compensação, ele parecia ser muito ambicioso e competente naquilo que fazia.
A reação de Daniel ao saber que o tio estava morto foi a esperada. Ele ficou transtornado, sem saber como reagir. E, assim como dona Margarida, perguntou sobre os preparativos para o funeral do tio. Fabrício e Marcelo disseram que liberariam o corpo assim que possível, mas que antes precisariam fazer algumas perguntas.
- Então, Daniel, você é o único herdeiro do seu tio? – Perguntou Marcelo.
-Sim, sou. Ele não havia casado ainda, dizia que era muito novo para isso. Mas desculpe, ainda não entendi. Onde foi mesmo que disseram que meu tio foi assassinado?
- Achamos o corpo dele em um quarto de hotel, junto com o corpo de outro homem, no bairro dos cabarés. Seu tio ia muito por lá?
- Olha, ele nunca comentava comigo esses detalhes, mas de certa forma eu desconfiava que ele costumava pegar uma prostituta de vez em quando.
- E qual era o motivo dessa desconfiança? – Quis saber Fabrício.
- Ora, ele era homem. E meu tio não era de ir para boate, ele era muito conhecido. Ele tinha medo de ficar com alguma garota interesseira, se apaixonar por ela e acabar perdendo tudo. Ele dizia que mais para frente iria conhecer a mulher da vida dele, mas não agora. Assim, a única coisa que fazia sentido para mim era que ele pegasse umas putas de vez em quando, já que com certeza ele não era gay.
- Tudo bem. E você já ouviu falar de um cara chamado Emiliano da Silva?
- Não, nunca. Ele é suspeito de ter matado o meu tio? Quem é esse desgraçado?
- Ele foi o outro homem encontrado morto, e queríamos saber se ele tinha alguma ligação com o seu tio. Ele era dono de uma confecção de uniformes, você sabe se o seu tio pretendia trocar os uniformes da rede de hotéis?
- Não faço ideia. Talvez, se for o caso, tenha sido só uma pesquisa de preço, porque meu tio não falou nada comigo, e ele costumava compartilhar todas as decisões comigo. Assim, ele dizia que estava me preparando para assumir o negócio mais pra frente. Mas, se era uma pesquisa de preços, por que será que eles estavam dentro de um cabaré?
-Essa é uma boa pergunta.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Capítulo 5 - Morte Suspeita

- E então, o que foi? – Perguntou Margarida, já aflita com aquela situação.
- Você sabe onde a sua filha estava ontem à noite? – Perguntou Fabrício.
- Sei sim. Ela estava trabalhando, como sempre. E eu estava aqui, cuidando do filho dela. Já estou até ficando preocupada, pois já passou da hora de ela voltar para casa, e ela não aparece.
- Dona Margarida, sentimos muito em informar, mas a sua filha foi assassinada.
- O quê? Você tem certeza de que era ela? – Perguntou Margarida, já com as pernas tremendo e procurando o sofá atrás dela para se sentar.
- Temos sim, infelizmente. Sinto muito pela sua perda.
- Minha filhinha! E agora, o que será de mim e do meu neto? Ela é que nos sustentava, ela é que pagava as contas aqui de casa. O que será de nós?
- Sabemos que é uma situação complicada, mas precisamos fazer algumas perguntas a você. – Disse Marcelo, já desconfortável com toda aquela situação.
- Tudo bem, vou tentar responder. Mas eu preciso ver a minha filha.
- Providenciaremos isso assim que possível. Dona Margarida, onde a sua filha estava ontem à noite, exatamente?
- Ela estava na rua. É uma vergonha falar nisso, mas agora não faz muita diferença. Ela era da rua, e saía toda noite para o bairro dos cabarés. Ela não me dava detalhes, mas era isso que ela fazia. Eu não sei de nada, só que ela saía às 21 de casa e chegava com o dia amanhecendo.
- Tudo bem, dona Margarida. Aqui está o meu cartão, caso a senhora lembre de alguma coisa, algum nome que talvez ela tenha comentado. Ela nunca falou de nenhum cliente regular, ou de alguma amiga dela de trabalho? – Perguntou Fabrício.
- Não, ela não falava em nomes. Mas se eu lembrar de alguma coisa, eu aviso. Por favor, deixa eu ver a minha filha, deixa eu poder fazer um enterro decente pra ela.
- Faremos isso, assim que o corpo for liberado. Vou tentar agilizar as coisas, e aviso logo para a senhora.
Eles saíram da casa, com pouco mais de informação do que já tinham. Mas, pelo menos, sabiam que Maria Amélia havia morrido no mesmo lugar em que costumava trabalhar. O jeito seria ir até lá de noite, e tentar conversar com as outras prostitutas que estavam na rua. Talvez alguma delas reconhecesse a menina, e com um pouco de sorte elas conversariam com eles.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Capítulo 4 - Morte Suspeita

Ao voltar para a delegacia, eles começaram a procurar a identidade das vítimas. A prostituta da calçada era Maria Amélia (na rua, era conhecida como Natasha), de 28 anos. Segundo policiais que trabalhavam na área, ela tinha um ponto perto da rua onde foi encontrada, e era conhecida por todo mundo. Ela trabalhava nas ruas há mais de 10 anos, e não costumava dar trabalho para ninguém.
O homem achando no meio do quarto era um empresário de 34 anos, Henrique Furtado. Ele trabalhava em uma rede de hotéis bem estabelecida, e era filho do dono. Apesar dessa facilidade, ele era conhecido pelo seu trabalho duro e dedicação ao emprego.
Já o homem achado no meio do banheiro era Emiliano da Silva, um comerciante que tinha uma loja de uniformes no bairro próximo de onde ele foi achado morto. E, aparentemente, não possuía nenhuma ligação com a prostituta e o empresário. Até porque ele era um homem casado, e a loja dele não fornecia uniformes para hotéis.
Depois de levantar todas essas informações, os nossos detetives se depararam com dois grandes problemas: descobrir quem era o terceiro homem que estava com eles no quarto, e qual era a ligação entre as quatro pessoas.
Eles começaram pelo óbvio: mandaram um alerta para os hospitais da cidade para homens feridos a bala. Depois, resolveram falar logo com os familiares das vítimas. Isso ajudaria a entender por que as vítimas estavam juntas naquele hotel, e daquela forma.
Eles resolveram começar pela prostituta, cuja mãe cuidava do filho pequeno dela.
- Olá, dona Margarida. Será que podemos entrar? – Perguntou Fabrício, assim que a mãe da Natasha abriu a porta, com um menino de três anos no colo.
- Quem são vocês? O que querem aqui?
- Somos policiais, e viemos falar com você sobre a sua filha, Maria Amélia.
- O que houve com a minha filha? Ela foi presa?
- Dona Margarida, seria melhor se entrássemos e a senhora se sentasse.
-Tudo bem, então. Venham. Esperem um pouco, vou colocar o garoto no quarto. Porque não me parece que vocês estão trazendo boas notícias.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Capítulo 3 - Morte Suspeita

Ao chegarem no quarto, os dois policias se depararam com uma cena ainda mais aterradora do que a da calçada. Havia um homem estirado no chão, com um tiro na testa, deitado em uma poça de sangue. Junto à janela, havia outra grande poça de sangue, que deveria ser da garota. E uma trilha de gotas de sangue seguia para o banheiro.
- Rápido, desça e avise aos policiais que temos outra cena de crime aqui em cima. – Disse Fabrício ao porteiro do prédio.
- Você não achou estranho o fato de nenhum deles ter saído? – Perguntou Marcelo.
- Na verdade, as pessoas costumam ficar nos quartos até perto de meio-dia. Aqui, o preço é variado: uma hora, três horas, seis horas e doze horas. Muita gente prefere o período de doze horas, então eles ainda estavam na normalidade.
- E por que as pessoas ficam tanto tempo? – Estranhou Marcelo.
- Olha, eu não tenho como garantir que todo mundo é santo. Mas com certeza rolam festas com bebidas e drogas. Por isso o pessoal fica mais tempo. No prédio do lado, o pessoal vai mais pra dar uma trepada. Aí, ficam menos tempo.
- Certo. Vá lá avisar os outros policiais, e não deixe mais ninguém entrar no prédio.
O porteiro saiu, deixando os dois policiais sozinhos para que eles pudessem analisar a cena do crime.
- Fabrício, o cara disse que eram três homens com a mulher, não foi?
- Sim, isso mesmo. Falta só descobrirmos onde é que estão os outros dois.
Os dois seguiram as gotas que iam em direção ao banheiro, procurando o dono do sangue. E acharam: mais um homem, desta vez sentado no chão do chuveiro, com o mesmo tiro na testa.
- Bom, um a menos. Marcelo, vamos vasculhar o resto do lugar, para ver se achamos o terceiro. Ele pode estar por aqui.
Apesar de revistar o quarto todo, eles não acharam o terceiro homem, só mais manchas de sangue. Agora o jeito seria esperar a investigação para ver se achavam o cara, que tinha toda a pinta de ser o atirador.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Capítulo 2 - Morte Suspeita

Quando Fabrício estava quase terminando de fotografar tudo, o parceiro dele chegou. Marcelo era tão dedicado quanto ele, e também determinado a fechar todos os casos que pegava.
- E aí, Fabrício? Já sabe de onde ela caiu?
- Marcelo, eu estava pensando nisso. Pelo ângulo dela, e a posição do corpo, acho que ela foi jogava talvez do segundo andar de um desses dois prédios.
- Por que segundo andar?
- Talvez o terceiro também. Mais alto do que isso, ela teria vários ossos quebrados. Não me parece que a queda tenha sido muito grande. Vamos tentar entrar nos prédios?
- Vamos nessa.
Eles foram ao prédio mais próximo, com uma foto da vítima em mãos. Com sorte, o porteiro de algum dos prédios a reconheceria. E, com mais sorte ainda, saberia com quem ela estava na hora da morte. Nos dois primeiros prédios, ninguém reconheceu a garota, mas no terceiro eles tiveram sorte.
- Sim, eu vi essa loira por aqui ontem à noite. – Disse o porteiro de plantão.
- Ela estava sozinha? – Perguntou Fabrício.
- Não, ela subiu pro quarto com três caras.
- Pode nos levar até o quarto em que eles estavam? – Quis saber Marcelo.
- É claro. Por aqui.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Capítulo 1 - Morte Suspeita

Fabrício era um policial dedicado. Um detetive de homicídios que não descansava até desvendar todos os casos que apareciam na mesa dele. E este não seria diferente.
A morte havia sido nas primeiras horas da manhã. O sol ainda não tinha esquentado o ar, e corria uma brisa gelada pelas ruas. A vítima era uma prostituta, ainda sem identificação, que havia sido morta com um tiro na testa, e estava com o olhar fixo para o céu.
Assim que chegou ao local, Fabrício começou a reparar nos detalhes. As equipes de laboratório já haviam recolhido amostras para análise, e ele poderia olhar tudo com calma, sem se preocupar em contaminar a cena.
Mesmo sem o seu parceiro, Fabrício já conseguia analisar algumas coisas. Pela posição da mulher e a falta de sangue em volta, ela não havia morrido ali. As chances eram de que ela tivesse sido jogada da janela de algum dos prédios em volta. Ele teria que visitar todos eles para tentar descobrir qual era a tal da janela. Mas isso seria depois. Naquela área, a maioria dos prédios era usada como motéis baratos, e não seria fácil descobrir alguma coisa por ali.

Estamos de volta!

E assim, logo depois das férias, temos uma nova história começando agora...