Fabrício era um policial dedicado. Um detetive de homicídios que não descansava até desvendar todos os casos que apareciam na mesa dele. E este não seria diferente.
A morte havia sido nas primeiras horas da manhã. O sol ainda não tinha esquentado o ar, e corria uma brisa gelada pelas ruas. A vítima era uma prostituta, ainda sem identificação, que havia sido morta com um tiro na testa, e estava com o olhar fixo para o céu.
Assim que chegou ao local, Fabrício começou a reparar nos detalhes. As equipes de laboratório já haviam recolhido amostras para análise, e ele poderia olhar tudo com calma, sem se preocupar em contaminar a cena.
Mesmo sem o seu parceiro, Fabrício já conseguia analisar algumas coisas. Pela posição da mulher e a falta de sangue em volta, ela não havia morrido ali. As chances eram de que ela tivesse sido jogada da janela de algum dos prédios em volta. Ele teria que visitar todos eles para tentar descobrir qual era a tal da janela. Mas isso seria depois. Naquela área, a maioria dos prédios era usada como motéis baratos, e não seria fácil descobrir alguma coisa por ali.
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