segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Capítulo 5 - Morte Suspeita

- E então, o que foi? – Perguntou Margarida, já aflita com aquela situação.
- Você sabe onde a sua filha estava ontem à noite? – Perguntou Fabrício.
- Sei sim. Ela estava trabalhando, como sempre. E eu estava aqui, cuidando do filho dela. Já estou até ficando preocupada, pois já passou da hora de ela voltar para casa, e ela não aparece.
- Dona Margarida, sentimos muito em informar, mas a sua filha foi assassinada.
- O quê? Você tem certeza de que era ela? – Perguntou Margarida, já com as pernas tremendo e procurando o sofá atrás dela para se sentar.
- Temos sim, infelizmente. Sinto muito pela sua perda.
- Minha filhinha! E agora, o que será de mim e do meu neto? Ela é que nos sustentava, ela é que pagava as contas aqui de casa. O que será de nós?
- Sabemos que é uma situação complicada, mas precisamos fazer algumas perguntas a você. – Disse Marcelo, já desconfortável com toda aquela situação.
- Tudo bem, vou tentar responder. Mas eu preciso ver a minha filha.
- Providenciaremos isso assim que possível. Dona Margarida, onde a sua filha estava ontem à noite, exatamente?
- Ela estava na rua. É uma vergonha falar nisso, mas agora não faz muita diferença. Ela era da rua, e saía toda noite para o bairro dos cabarés. Ela não me dava detalhes, mas era isso que ela fazia. Eu não sei de nada, só que ela saía às 21 de casa e chegava com o dia amanhecendo.
- Tudo bem, dona Margarida. Aqui está o meu cartão, caso a senhora lembre de alguma coisa, algum nome que talvez ela tenha comentado. Ela nunca falou de nenhum cliente regular, ou de alguma amiga dela de trabalho? – Perguntou Fabrício.
- Não, ela não falava em nomes. Mas se eu lembrar de alguma coisa, eu aviso. Por favor, deixa eu ver a minha filha, deixa eu poder fazer um enterro decente pra ela.
- Faremos isso, assim que o corpo for liberado. Vou tentar agilizar as coisas, e aviso logo para a senhora.
Eles saíram da casa, com pouco mais de informação do que já tinham. Mas, pelo menos, sabiam que Maria Amélia havia morrido no mesmo lugar em que costumava trabalhar. O jeito seria ir até lá de noite, e tentar conversar com as outras prostitutas que estavam na rua. Talvez alguma delas reconhecesse a menina, e com um pouco de sorte elas conversariam com eles.

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