sábado, 24 de novembro de 2012

Alex e Sarah - Capítulo 25


Sarah pensou muito em como seria o seu encontro seguinte com Alex. Ela sabia acabaria tendo que dar alguma explicação para ele, mas não sabia qual seria a melhor forma de fazer isso. Afinal, Alex parecia ser o cara que ela queria na vida dela, e a última coisa que ela queria era estragar tudo por causa do passado dela.
Depois de muito pensar, ela chegou à conclusão de que o ideal seria uma aproximação diferente, que surpreendesse Alex, mas sem ser exagerado.
Assim que chegou na livraria, evitando passar na frente da cafeteria para não se sentir tentada a entrar, Sarah foi logo providenciar para que o plano dela fosse colocado em prática. Ela ligou para a floricultura, fez o pedido dela e definiu a hora de entrega. Agora o mais complicado seria se controlar para esperar que tudo caminhasse como ela tinha planejado.
Para não ficar pensando nisso em casa segundo, Sarah resolveu colocar o trabalho em dia, revisando os pedidos que teriam que ser feitos à editora e programar as próximas promoções da livraria.
Meio-dia e meio em ponto, o celular dela tocou.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Alex e Sarah - Capítulo 24

Naquela manhã, Alex acordou receoso. Ele mal podia conter a ansiedade de ir logo trabalhar e esperar ver Sarah entrando na cafeteria. Mas tudo que ele queria era saber o que tinha acontecido no dia anterior, e como ficaria a sua situação com Sarah.
A vontade que ele tinha era de sair correndo até a loja e ficar olhando para a porta sem piscar. Mas ele se conteve, pois sabia que Sarah só iria até lá no meio da manhã.
Então ele respirou fundo e foi tomar um banho frio.
Pontualmente às 8h ele estava entrando na cafeteria, que já estava com um grande movimento. Ele entrou, guardou o casaco dele no escritório e se preparou para começar o dia de trabalho.
Quando ele finalmente parou para respirar, se deu conta de que já passava de 9h, e ele tinha esquecido completamente que Sarah sempre ia à cafeteria antes disso. Quase correndo, saiu do escritório e foi falar com o atendente do balcão.
-Vitor, sabe se aquela dona da livraria aqui do lado já passou por aqui?
- Alex, não vi não. Acho que hoje ela deve ter perdido a hora. Mas acho que já deve estar aberta. Por que você não vai lá?
-É, vou ver. Valeu, Vitor.
Ignorando a cara de fofoca do Vitor, Alex voltou para o escritório, totalmente confuso. O que ele deveria fazer? Ir atrás da Sarah? Esperar que ela o procurasse? E agora?

segunda-feira, 19 de março de 2012

Capítulo 24 - Morte Suspeita

- Então, vamos recapitular. Você disse que o Henrique ficou doidão, atirou no meio da testa do Emiliano, depois atirou na garota, que estava gritando. Logo depois disso, você saiu correndo. E depois o Henrique atirou na própria testa. Agora, me diz como isso é possível.
- Como o quê é possível? Eu já expliquei.
- Como é possível você saber que o Henrique atirou na própria testa, já que você saiu correndo depois que ele atirou na garota? – Insistiu Marcelo.
- Eu acho que é a coisa mais óbvia, não é? Se ele atirou na testa dos outros dois, ele ia se matar do mesmo jeito.
- Acontece que ninguém sabia que o Henrique tinha morrido com um tiro na testa, a causa da morte não foi divulgada para a imprensa. Agora eu estou aqui me perguntando como é que você sabia disso...
- Já disse, era o mais lógico.
- Acontece, Roberto, que seria muito difícil o Henrique dar um tiro na própria testa sem ser à queima-roupa, e foi o que aconteceu. O tiro nele foi de longe. – Disse Marcelo, de olho em Roberto, cuja boca começava a tremer involuntariamente.
- Eu... Eu... Foi o Washington!
- Como é? – Perguntou Fabrício, incrédulo com a mentira que o Roberto tinha acabado de inventar.
- Isso mesmo, foi o Washington! Ele entrou no quarto correndo, depois de ouvir os tiros. Ele entrou, passou por mim no corredor, e foi para dentro do quarto armado. Só pode ter sido ele quem matou o Henrique.
- Mas você tinha dito antes que o Washington tinha deixado o Emiliano no hotel e ido embora logo depois. – Apontou Fabrício.
- É, eu me confundi.
- Eu acho que não foi nada disso. Você está é procurando uma maneira de tirar o seu da reta. Na verdade, foi você que atirou no Henrique. E depois saiu calmamente pela saída dos fundos do hotel, para que o porteiro não visse e demorasse mais ir bater na porta e achar os corpos. – Afirmou Marcelo.
- Oficial, leva esse cara daqui, porque ele não tem mais nada a nos dizer. Prendam-no. – Mandou Fabrício.
- Mas esperem! E o acordo? E as minhas garantias? Não fui eu, foi o Washington!
- As suas garantias já eram, e não tem como você escapar dessa. Acabei de receber uma mensagem do nosso pessoal, eles encontraram uma arma na sua casa que tem o mesmo calibre das balas que foram encontradas nos mortos. Além de metido, é burro, pois não sabe nem se livrar de uma arma do crime. Agora, a sua conversa não é mais com a gente. Vá tentar convencer um júri de que você é inocente. Boa sorte.
Roberto foi retirado aos berros da sala, dizendo que ainda tinha direito a um acordo. Fabrício olhou para Marcelo e disse:
- Dever cumprido. Agora, vamos dizer à mãe da Maria Amélia que ela pode dormir sossegada: descobrimos e prendemos o assassino da filha dela.
- Vamos nessa, e logo depois, vamos tomar um café e encerrar o dia.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Capítulo 23 - Morte Suspeita

- E como foi essa festinha? O que aconteceu de errado para todo mundo acabar morto? – Perguntou Fabrício.
- Mas espera... Não foram todos que morreram... Olha só que coisa, temos um sobrevivente! Pode ir contando direitinho o que aconteceu, e não tenta enrolar.
- Sem estresse... Acontece que o Henrique cheirou muito pó, e enlouqueceu. Do nada, ele disse que queria brincar de caubói. Ele tirou uma arma das costas e começou a correr atrás do Emiliano e da garota, que ficaram assustados e corriam do Henrique.  Uma hora, eles ficaram encurralados no banheiro, e o maluco do Henrique deu um tiro no meio da testa do Emiliano. A garota levou um susto, e começou a gritar, desesperada. O Henrique levou um susto e resolveu atirar no meio da testa dela também, achando que ela ia bater nele, ou algo assim. Como ela estava perto da janela, ela acabou caindo lá embaixo. E foi isso.
- Mas está faltando um pedaço nessa história. E o Henrique?
- O Henrique, depois de ver o que tinha feito, apontou a arma pra testa dele e atirou.
- Mas acontece que isso seria impossível. Então, é melhor você rever a história e contar de novo. – Disse Marcelo.
- Mas como assim? Foi isso que aconteceu, eu vi tudo e saí correndo depois que o Henrique atirou na garota.
- Se você saiu correndo quando o Henrique atirou na garota, como é que você sabe que ele se matou? – Perguntou Marcelo, quando viu que Roberto estava começando a suar. A mão dele também estava tremendo levemente.
- Olha... Eu...
- É melhor você dizer o que aconteceu, antes que a história fique ainda mais complicada pro seu lado.
- Mas eu estou falando a verdade!
- Olha, eu tenho certeza que você está mentindo pra gente. E sabe como eu sei disso? Porque eu sei exatamente o que foi que aconteceu naquela noite.
Marcelo disse isso e continuou a falar, sem dar tempo a Roberto para ele se retratar. E, enquanto falava, ficou de olho nas reações do suspeito.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Capítulo 22 - Morte Suspeita

- Olha, é melhor você parar de enrolar. Vai logo contando o que aconteceu naquela noite.
Roberto olhou para os dois policiais. Ele viu nos olhos deles de que não teria escapatória, e o melhor seria tentar ficar só com a acusação de tráfico, e dar um jeito de jogar as mortes nas mãos dos falecidos. Seria a melhor saída, e ele ficaria menos tempo preso. O fato do Henrique Furtado ter sido patrão dele não significava muita coisa.
- É o seguinte. Admito, eu faço tráfico de drogas. E vou contar tudo o que aconteceu, mas quero saber se rola algum acordo se eu entregar pra vocês um peixe maior.
- Que tipo de peixe? O cara para quem você trabalha? – Quis saber Marcelo.
- É, ele. Quero saber se dá pra amenizar a pena, ou algo do tipo. Posso colocar vocês na pista dele.
- O negócio é o seguinte: nós estamos investigando três homicídios. A área de drogas não é com a gente, mas com outro departamento. O máximo que podemos fazer é falar com um amigo nosso de lá, explicar a situação, e ver o que ele acha. Mas, por agora, a nossa preocupação é saber quem foi que matou aquelas três pessoas. Então, pode começar a falar. – Explicou Fabrício.
- Tudo bem, tudo bem. Eu tinha acabado de me encontrar com o Henrique, que tinha me pedido uma quantidade boa de pó. Como ele tinha saído do expediente, nós resolvemos conversar e relaxar um pouco na Rua dos Prazeres, porque lá ninguém costuma encher o saco.
- E como é que o Emiliano entrou nessa história? – Indagou Marcelo.
- Eu tinha dito pro Washington dar uma dura nele, porque ele estava me devendo uma grana boa. Eu disse onde o Emiliano ia estar, e disse pro Washington conseguiu o meu dinheiro ainda aquela noite. Como era uma grana alta, o Emiliano não aceitou muito bem e quis ir falar direto comigo. Como eu estava de bom humor, disse pro Washington levar o Emiliano até onde eu estava, que eu mesmo ia resolver o problema.
- E como foi que você resolveu o problema? Dando um tiro nele? – Disparou Marcelo, esperando para ver qual seria a reação de Roberto.
- Não, cara. Eu não mato ninguém.
- Sei, com certeza. Mas só que essa parte da história a gente já sabe. Falta saber agora o que aconteceu naquele quartinho de muquifo.
- Eu vou chegar lá, calma. O Emiliano chegou, enfurecido porque o jantar dele tinha sido estragado. Eu disse pra ele se acalmar, que não seria assim que ele resolveria as coisas comigo. Ele ficou brigando, dizendo que não andava cheio da grana, e que não teria como me pagar naquele dia. Eu aceitei, mas disse que ele teria que me pagar até o fim da semana.
Roberto fez uma pausa, e viu que nenhum dos dois policiais tinha reagido, nem pretendia interromper. Assim, ele continuou.
- Depois disso, o Emiliano relaxou. Ele ficou mais tranquilo, e até achou que devia chamar uma... Garota para nos fazer companhia e esquentar a nossa pequena festinha.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Capítulo 21 - Morte Suspeita

Assim que o suspeito foi liberado do hospital com o pé devidamente tratado, ele foi encaminhado diretamente para a delegacia. Lá, ele foi levado para uma sala de interrogatório, e esperou alguns minutos até que Marcelo e Fabrício apareceram para interrogá-lo.
- Muito bem, parece que finalmente conseguimos colocar as mãos nesse sujeitinho escorregadio. – Começou Marcelo.
- É, por pouco não íamos conseguir chegar até ele. Que bom que conseguimos descobrir logo quem ele era.
- O que querem de mim? Por que eu estou aqui?
- Você sabe muito bem, Roberto. Você sabe muito bem. – Disse Fabrício.
- Olha, vocês não podem me prender sem motivos. Eu tenho direito de saber qual é a acusação contra mim.
- Quais acusações seria o mais correto. Vamos começar com tráfico de drogas. Depois, podemos passar para homicídio triplo, duplamente qualificado. – Enumerou Marcelo, que ia fazer o papel de tira malvado.
- Homicídio? Do que você está falando? Não matei ninguém, não estou envolvido em nada disso.
- Nós não somos idiotas. Onde você estava na noite de quatro dias atrás?
- Estava atendendo a clientes.
- Por acaso um desses clientes se chamava Henrique Furtado?
- Não sei o nome real dele.
- Eu acho que sabe... E, afinal de contas, qual é a sua relação com esses clientes? O que você vende pra eles?
- Segredo.
- Qual é, cara. A gente te pegou em flagrante, entregando uma quantidade considerável de drogas e pegando uma grana alta. A gente sabe que você é traficante, e não tem como correr disso.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Capítulo 20 - Morte Suspeita

O carro parou em frente ao depósito, e todos os policiais ficaram em alerta máximo. O ocupante saiu, mas usava um boné que encobria o rosto dele. Os policiais ficaram observando pelas câmeras enquanto o suspeito entrava no depósito, e se dirigia diretamente para o depósito onde estava o dinheiro.
Ele olhou pros lados, como se para se certificar de que não havia ninguém ali com ele. Logo depois, tirou uma chave do bolso e abriu o depósito. Assim que ele o fechou novamente, com o dinheiro no bolso, os policiais saíram da van de vigilância e foram atrás dele.
- Polícia! Parado! Coloque as mãos para cima! – Gritou Marcelo.
Ao ouvir o chamado, o suspeito tentou sair correndo em direção ao carro dele. Como Fabrício era muito bom atirador, ele mirou no pé do bandido. E acertou. Ele caiu no chão de dor, desesperado.
- Você está maluco? Não pode sair atirando assim nas pessoas.
- Posso sim, porque você tentou fugir da prisão. Ah, e você está sendo preso por tráfico de drogas. Andem, levem esse sujeito ao hospital, e fiquem com ele até ele receber alta. Não deve demorar, o tiro foi só superficial.
- Antes disso, Marcelo, pegue os documentos dele. Vamos ver quem é esse sujeito.
Ao observar, eles viram que o suspeito não era tão desconhecido assim.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Capítulo 19 - Morte Suspeita

Washington passou todas as informações que tinha para os policiais, que começaram a pensar em uma maneira de pegar o traficante. Como ele estava no quarto com as outras três vítimas, ele devia ser o culpado pelas mortes. Ou, pelo menos, devia saber o que foi que aconteceu naquela noite.
Eles acharam que a melhor opção seria armar uma armadilha para o sujeito. Eles combinaram tudo com Washington, que ligou para o chefe dizendo que tinha um cliente novo. O tal do cliente já havia pago adiantado a primeira encomenda, e Washington ficou de entregar as drogas no dia seguinte. Então, tudo que os policiais teriam que fazer era ficar de tocaia no depósito, esperando para pegar quem ia pegar o dinheiro e deixar a droga.
Assim que Washington deixou o dinheiro, a polícia montou tocaia. Eles colocaram câmeras discretas ao redor do depósito, para poderem filmar tudo o que acontecesse. Era um lugar com pouco movimento, e a polícia teria que ser muito discreta para o bandido não desconfiar de nada. Eles montaram turnos de vigia, e ficaram de prontidão para agir assim que o cara pegasse o dinheiro e deixasse a droga.
As horas foram passando, e eles começaram a achar que o cara tinha percebido algum problema, ou viu a movimentação dos policiais e resolveu cair fora.
Depois das três da manhã, quando a rua estava completamente deserta, eles repararam em um movimento no fim da rua. Era um carro se aproximando, devagar. Os policiais que estavam dentro da van de vigia se endireitaram, e ficaram observando o carro se aproximar através das câmeras.
O carro reduziu a velocidade, passou em frente ao depósito e foi embora. Os policiais se desanimaram, achando que era só mais alguém perdido na madrugada. Mas, um pouco mais à frente, o carro fez a manobra e voltou, desta vez com os faróis apagados. Com certeza, parecia a atitude de alguém que estava se precavendo, tendo a certeza de que não tinha ninguém atrás dele. Tudo indicava que, finalmente, o traficante havia aparecido.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Personagens

A pedido, segue uma pequena lista dos personagens do conto Morte Suspeitas, pras pessoas se acharem.

Vítimas:
Maria Amélia - prostituta
Emiliano da Silva - dono de uma confecção de uniformes
Henrique Furtado - dono de uma rede de hotéis

Policiais:
Marcelo
Fabrício

Outras pessoas:
Dona Margarida - mãe de Maria Amélia
Daniel Furtado - sobrinho de Henrique Furtado, gerente de um hotel
Lucas - gerente da confecção de Emiliano
Juliano - gerente do restaurante onde Emiliano jantou com amigos
Rodrigo - amigo de Emiliano que jantou com ele
Washington - primo de Emiliano, que trabalho no mesmo hotel que Daniel

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Capítulo 18 - Morte Suspeita


- E para onde foi que você levou o seu primo? – Quis saber Marcelo, já começando a se irritar.
- Eu levei pra onde o chefe queria, um hotel lá na Rua dos Prazeres. Pelo que me parece, ele estava lá com um outro cliente. Pelo visto, ele mesmo é que ia cuidar do problema do Emiliano, então nem me estressei nem nada.
- E quando você chegou ao tal hotel, o que aconteceu? – Perguntou Fabrício.
- Eu deixei o Emiliano na porta do hotel e fui embora.
- Não subiu para encontrar com seu chefe? – Indagou Marcelo.
- Não, ele me disse para não subir. O porteiro já tinha sido avisado, e ia liberar a entrada do Emiliano. Então, eu deixei ele por lá e fui embora.
- Você sabe quem estava com o seu chefe? Quem era esse cliente?
- Não faço ideia. Com certeza devia ser um cliente mais próximo, já que eles estavam juntos em uma festinha particular. Não devia ser um dos caras que eu atendo.
- Tudo bem. Esse foi um bom começo. Agora, vamos para a parte legal da coisa. Pode começar dando para nós o número do celular dele, e o endereço e a chave do depósito que vocês usam.
- Mas espera aí. E as minhas garantias?
- É simples. Se você nos ajudar a pegar esse cara, e a gente conseguir prendê-lo, você fica livre. Mas se você resolver atrapalhar a operação de alguma maneira, você vai rodar junto com o seu chefe. Entendeu? – Disse Marcelo.
- Tudo bem. Vamos nessa.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Capítulo 17 - Morte Suspeita

- Marcelo, eu acho que esse cara está certo. Na verdade, o que a gente quer é saber o nome do traficante. Pelo visto, ele é que pode estar envolvido nos crimes. Talvez seja melhor dar algumas garantias a ele, e conseguirmos o nome do chefe dele.
- É, pode até ser. Mas, antes, precisamos saber qual é exatamente o envolvimento dele no que aconteceu naquela noite.
Os dois policiais voltaram para a sala, e Marcelo recomeçou as perguntas.
- Tudo bem, Washington. Vamos falar com o promotor e ver o que ele consegue fazer por você. Mas antes precisamos saber de mais algumas coisas.
- Como o quê? – Perguntou Washington, começando a ficar nervoso novamente.
- Você disse que foi ao restaurante, atrás do seu primo, para cobrar uma divida que ele tem com esse tal de traficante aí. – Falou Fabrício.
- Isso mesmo.
- E depois que vocês saíram do restaurante, para onde foram? – Quis saber Marcelo.
Washington começou a suar e gaguejar. Ele tinha que dar um jeito de não se comprometer na história toda.
- Olha... É o seguinte... Eu não quero comprometer outras pessoas...
- Mas para você não se comprometer mais ainda, é melhor começar a falar logo e parar de tentar enrolar a gente.
- Foi assim... O tal do chefe me disse para ir atrás do Emiliano. E eu fui. Só que, quando eu fui falar com ele, ele se estressou demais e disse que queria falar pessoalmente com o chefe. Eu disse que não tinha como, que eu não sabia onde o chefe estava e tudo mais. Só que ele não desistiu.
- E aí? – Quis saber Marcelo, quando Washington fez uma pausa.
- Aí que ele insistiu tanto que eu não tive outra opção, e liguei pro chefe. Expliquei a situação, disse que o Emiliano queria falar pessoalmente com ele. Aí o chefe me disse que estava fazendo uma festinha, e que eu podia levar o Emiliano até lá.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Capítulo 16 - Morte Suspeita

Ao chegarem à delegacia, Washington já havia conseguido se controlar mais um pouco. Ele estava mais tranquilo, e sabia exatamente o que devia contar para os policiais sobre o primo dele. E com certeza ele não seria preso por algo que não cometeu.
- E aí? Vamos lá, comece a falar e explicar tudo que aconteceu naquela noite. – Começou Fabrício, assim que entraram na sala de interrogação.
- Antes de dizer qualquer coisa, preciso ter uma garantia de que não vou ser preso e nem acusado de nada.
- E já explicamos que só poderemos dar alguma garantia depois que soubermos o que é que você tem para nos contar.
- Tudo bem, tudo bem. Não vai rolar ficar nesse joguinho. O negócio é o seguinte: eu trabalho para um cara que vende drogas. Eu dou para ele os contatos que ele me pede, pego a grana e distribuo as drogas que ele vende. Ele me paga por isso, e é só. O meu primo estava devendo uma grana pra esse cara, e eu fui cobrar a dívida. Foi isso.
- E quem é esse cara para quem você trabalha? – Perguntou Fabrício.
- Eu não sei o nome dele. Só sei o telefone, que é de um laranja, e tenho a chave de um depósito, que é por onde nós fazemos as transações.
- Você pode começar dizendo o número do tal telefone e o endereço do depósito. – Disse Marcelo.
- Isso eu só digo depois das minhas garantias.
- Espere um pouco. – Disse Fabrício, sinalizando para que Marcelo o acompanhasse para fora da sala.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Capítulo 15 - Morte Suspeita

Ao se ver na foto, Washington perdeu a fala por um momento. Ele ficou sem reação, e começou a empalidecer. Os policiais não perderam tempo, e foram mais incisivos.
- Washington, não tente nos enganar, que você só vai piorar as coisas pro seu lado. Vamos lá. Por que você foi atrás no Emiliano nessa noite? – Perguntou Fabrício.
- É que... Eu... – Washington tentou de toda maneira ganhar tempo com os policiais, mas viu que não teria como escapar dessa. – Olha, é que eu fui lá ter um papo com meu primo, só isso.
- Não enrola a gente. Um dos caras que estava jantando com seu primo disse que não foi um papo qualquer. Qual foi o motivo da conversa? – Quis saber Marcelo.
- Eu fui atrás dele porque ele estava devendo uma grana pra um amigo. Esse amigo me pediu pra ir atrás dele e pedir a grana de volta. O Emiliano se revoltou, e resolveu ir comigo pagar o cara.
- E quem é esse seu amigo? O que queria o dinheiro de volta? – Indagou Fabrício.
- Isso já é mais complicado.
- Complicado por quê?
- Eu não tenho contato direito com o cara, só por telefone. Eu sou o contato entre ele e o meu primo, saca? – Tentou explicar Washington, que se enrolava cada vez mais.
- Washington, a dívida era de quê? – Perguntou Marcelo, mudando bruscamente o assunto para enrolar ainda mais Washington.
- Cara, eu não sei direito...
- É melhor você ser sincero, ou então vai acabar sobrando pra você. É melhor você contar pra gente direitinho o que aconteceu naquela noite.
- Tudo bem, tudo bem. Eu conto. Mas quero uma garantia pra mim. Não quero ser preso por uma coisa que eu não fiz.
- Certo, sem problemas. Vamos ver se você conta alguma coisa interessante. Dependendo do que você contar, a gente negocia os termos. Vamos para a delegacia. – Disse Marcelo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Capítulo 14 - Morte Suspeita

- Olá. Vocês estão atrás de mim? – Perguntou Washington. Ele tinha demorado um pouco para se recompor do susto, e torcia para que os policiais não notassem o nervosismo dele.
- Sim, Washington. Se puder esperar lá fora, estamos terminando de conversar com o Daniel e logo te chamaremos. – Explicou Fabrício.
Washington saiu, e ficou andando de um lado para outro, tentando segurar a ansiedade. Como é que eles tinham descoberto sobre ele tão rápido? Ele não tinha nenhuma ligação direta com nenhum dos três. Tudo bem, ele era empregado do hotel. Mas só isso. Ele não tinha nenhum cargo grande, de renome. Como é que descobriram tão rápido?
Mas ele precisava se acalmar. Na verdade, ele ainda nem sabia por que a polícia tinha perguntado por ele. Podia ser que eles estavam interrogando todos os funcionários do hotel, para ver se descobriam alguma coisa.
O jeito era se acalmar, se controlar e esperar para ver o que iria acontecer. Não era possível terem descoberto tudo. Não era possível.
- Então, Daniel, você não faz ideia por que o seu tio tinha tanta cocaína no sangue? – Perguntou Marcelo.
- Não sei o motivo. Vai ver ele resolveu ter uma recaída na noite da morte dele, e exagerou. Mas realmente não sei o motivo. Sinto muito não poder ajudar mais.
- Tudo bem, então. Agora, vamos conversar com o Washington. Por favor, peça para ele entrar.
- Sem problemas.
Daniel saiu, e logo depois entrou Washington.
- Washington, onde você estava três noites atrás? Por volta de 20h. – Perguntou Fabrício, diretamente.
- Eu estava em casa. Por quê?
- Então, quem é nesta foto? O seu irmão gêmeo?
- Não tenho irmão gêmeo. Deixa eu olhar mais de perto. – Pediu Washington, já começando a tremer ligeiramente.
Marcelo tirou a foto da imagem da segurança do restaurante de dentro da pasta dele, e colocou em frente ao Washington. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Capítulo 13 - Morte Suspeita

Da janela do escritório Washington viu a polícia chegando. Ele levou um susto, mas achou que provavelmente os policiais nem sabiam que ele existia; eles deviam estar só voltando para conversar de novo com o Daniel, nada demais. Eles não tinham como saber do envolvimento do Washington no caso.
Assim que chegaram, os detetives foram logo levados para a sala do Daniel.
- Olá. Espero que tenham alguma notícia para me dizer.
- Sim, Daniel. As investigações estão avançando, e sabemos que um dos seus funcionários está envolvido no caso. Precisamos falar com ele para podermos elucidar algumas questões. – Disse Fabrício.
- Pois não. É só dizerem quem é, e eu mando chamar.
- O nome dele é Washington. – Informou Marcelo.
- Ele é um funcionário relativamente novo. Só um minuto, que ele será trazido até aqui. Vocês preferem conversar na minha sala?
- Se não for atrapalhar, sim. É melhor ter um lugar mais privado. E, Daniel, ainda queremos falar com você.
Depois que Daniel falou com o secretário dele, voltou para a sala e se dirigiu aos policiais.
- O Washington vai subir logo mais. Enquanto isso, como posso ajudar?
- O seu tio era viciado em cocaína? – Perguntou diretamente Marcelo, para pegar Daniel de surpresa.
- Como assim? Do que estão falando?
- O exame de sangue do seu tio indicou que ele tinha muita cocaína no corpo, o suficiente para sofrer uma overdose. Ele era viciado? – Explicou Fabrício.
- Olha, ele já foi usuário a um tempo atrás. Ele se internou, há alguns anos, e desde então, até onde eu saiba, ele estava livre do vício. Não sabia que ele tinha voltado a usar. Pelo menos, não transpareceu isso para mim. Ele devia estar fazendo isso escondido.
Neste, momento, Washington bateu na porta.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Capítulo 12 - Morte Suspeita

Fabrício e Marcelo começaram o dia com dois objetivos: falar com Lucas, o sócio de Emiliano, e ter uma nova conversa com Daniel, sobrinho de Henrique, para saber sobre o vício de Henrique.
Eles decidiram que seria melhor ir logo falar com Lucas, e deixar o Daniel para depois; reconhecer o homem misterioso seria muito mais proveitoso do que saber sobre o vício de cocaína do Henrique.
Assim que chegaram, encontraram Lucas trabalhando.
- Lucas, será que podemos lhe interromper um pouco? – Perguntou Marcelo.
- Claro. Já conseguiram descobrir alguma coisa?
- Não, não temos muita coisa nova. Mas sabemos que o Emiliano jantou com clientes ontem. – Começou Fabrício.
- Um deles disse que o jantar foi interrompido no meio por um homem misterioso. Ele diz que não conhecia o homem, mas parece que o Emiliano tinha uma dívida com esse homem. Eles saíram juntos, apressados.- Continuou Marcelo.
- E quem é esse homem?
- É isso que queremos saber. Parece que a dívida era alta, e o Emiliano ficou muito perturbado com a visita. Será que você pode olhar uma foto e ver se reconhece o sujeito?
- Sim, posso olhar. Onde está a foto?
Fabrício tirou a foto de uma pasta e mostrou a Lucas.
- Mas isso é fácil. Esse aqui é o primo do Emiliano!
- Primo? Você sabe o nome dele, telefone, endereço?
- Sim. O nome dele é Washington, e ele trabalha no hotel que tem lá na Rua Americana, aquele grandão... Esqueci o nome agora. Se bobear, ele deve estar por lá agora.
- Lucas, agradecemos a sua cooperação.
Assim que saíram da loja, Marcelo comentou:
- O tal do hotel grandão é o mesmo hotel que pertencia ao Henrique Furtado.
- Eu sei disso. Vamos para lá agora. Assim saberemos quem é esse sujeito, e aproveitamos para conversar com Daniel.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Capítulo 11 - Morte Suspeita

Ele achava que a polícia nunca iria ligar as mortes a ele. Na verdade, nem tinha como a polícia fazer essa ligação, pois ele não tinha deixado rastro. Ele sabia que não iriam conseguir descobrir a ligação entre ele, Emiliano e Henrique.
Os três nunca saíam juntos em público, e evitavam se falar por telefone. E-mail, nem pensar. Ele sempre tomou muito cuidado com todos os clientes dele, pois não queria ser pego; ele não tinha o menor interesse em conhecer o interior de uma cadeia.
E, afinal de contas, não foi culpa dele Henrique ter cheirado tudo de uma vez, sem nem deixar um pouco para Emiliano se divertir também. E também não foi culpa dele o Emiliano ter insistido em levar a prostituta para a festinha deles três.
O que ele fez foi só para se defender. O louco do Henrique é que resolveu brincar de bangue-bangue, correndo atrás de todos como um maluco, de arma em punho. O que ele fez depois foi só para evitar que sobrasse confusão pro lado dele. E a overdose do Henrique não iria demorar a chegar, era só uma questão de tempo.
Pelo menos, desse jeito, tudo iria parecer uma festinha que deu errado, e iria ficar por isso mesmo. E ele iria continuar normalmente com o trabalho dele, fingindo pesar quando fosse necessário.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Capítulo 10 - Morte Suspeita

É, pessoal! Demorou, mas voltou!

Segue mais um capítulo fresquinho da história....


No dia seguinte, os dois policiais recomeçaram a investigação com a visita a Rodrigo. Logo em seguida, eles iriam conversar novamente com Daniel Furtado, para saber sobre o vício de cocaína do tio.
Assim que chegaram na lanchonete, eles foram logo recebidos por Rodrigo, que já sabia da morte de Emiliano.
- Eu ainda não consegui acreditar que o Emiliano morreu. Vocês podem falar alguma coisa sobre como foi? – Perguntou Rodrigo.
- Ele foi assassinado no bairro dos bordéis, junto com mais duas outras vítimas. Nós sabemos que você esteve com ele ontem à noite, e gostaríamos de saber quem foi que encontrou com Emiliano ontem à noite, e por que ele saiu tão rápido do jantar de vocês. – Disse Fabrício.
- Olha, pelo que eu entendi, o cara era conhecido do Emiliano. Eles tiveram uma discussão por causa de dinheiro, parece que o cara foi cobrar uma dívida do meu amigo. Ele se estressou com a situação, e acabou saindo com ele para resolver o problema.
- E por acaso você faz ideia a que se referia a dívida? – Quis saber Marcelo.
- Pela conversa não deu para sacar. Mas parecia que era muito dinheiro, não era pouca coisa. Me parece que a dívida devia ser de mais de 10 mil.
- Certo... Tem mais alguma coisa que você gostaria de acrescentar? Mais algum detalhe que você não comentou? – Perguntou Fabrício.
- Só que o Emiliano disse que voltaria logo. Como esperamos por mais de meia hora e ele não apareceu, resolvemos ir embora.
- Agradecemos a sua cooperação. Se lembrar de mais alguma coisa, por favor, entre em contato conosco.
Os dois policiais saíram da lanchonete com um pouco mais de informação, mas nada muito útil. O problema agora seria identificar o tal do homem desconhecido. Eles resolveram pegar a imagem do restaurante e mostrar para o sócio dele, para saber se ele teria alguma ideia de quem seria.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Capítulo 9 - Morte Suspeita

- Olha, eu não sei se tem como saber para onde eles foram. Mas posso ver quem pagou a conta deles. Se foi paga com cartão de crédito, pode ser que ajude vocês um pouco – Sugeriu Juliano.
- Boa ideia. Faça isso, por favor.
Juliano foi até o escritório do restaurante, e voltou logo depois.
- Aqui está. Vocês deram sorte, eles pagaram mesmo no cartão de crédito. O nome é Rodrigo M Ramos. Espero que ajude em alguma coisa.
- Já é uma outra pista. Nós agradecemos a cooperação. – Agradeceu Fabrício.
- Então, vamos descobrir quem é esse tal de Rodrigo, e ver se ele sabe de alguma coisa. – Disse Marcelo, assim que saíram do restaurante.
Eles descobriram que Rodrigo era dono de uma lanchonete, e era cliente antigo de Emiliano. Pelo visto, o jantar com clientes era uma prática comum, ainda mais com clientes antigos que acabavam virando amigos. Eles descobriram o endereço da lanchonete, e estavam a caminho de lá quando receberam uma ligação do laboratório: o resultado dos exames toxicológicos das três vítimas tinha chegado.
Os policiais foram direto para lá, pegar tudo e ver o que mais poderiam descobrir das vítimas.
- E aí, onde estão nossos resultados? – Perguntou Fabrício, assim que eles abriram a porta do laboratório.
- Calma, vou pegar. E devo dizer que o resultado foi muito interessante. – Disse Mariana, a técnica.
- Pronto, aqui está. De acordo com os componentes que achamos, o resultado foi o seguinte: a Maria Amélia estava dopada.
- Dopada? Mas como?
- Ela teve coma alcoólico, de tanta vodca que bebeu. E pelo visto, ela não duraria muito tempo mais se não fosse levada a um hospital.
- Isso é estranho. E nos outros dois?
- No Emiliano, não achamos nada de interessante. Mas, no Henrique, achamos uma quantidade considerável de cocaína. Ele devia estar bem louco.
- Cocaína? O sobrinho dele não comentou nada sobre o vício. – Comentou Marcelo.
- Acho que teremos que voltar a conversar com ele... Ele pode ter escondido mais coisas de nós. – Respondeu Fabrício.
- Vamos nessa.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Capítulo 8 - Morte Suspeita

Assim que saíram da loja, os policiais foram direto para o restaurante Bella Donna, onde Emiliano havia jantado com clientes na noite anterior. Chegando lá, foram atrás do gerente. Se eles tivessem sorte, ele poderia identificar quem tinha ido jantar com o Emiliano, e assim desvendar mais uma parte daquele quebra-cabeça.
- Olá, boa tarde. Meu nome é Juliano. Em que posso ajudar?
- Olá, somos Fabrício e Marcelo. Gostaríamos de falar com você por um momento, sobre a noite de ontem. Você tem um minuto?
- Mas é claro, entrem. O restaurante ainda não abriu para o expediente da noite, podemos conversar tranquilamente. Do que se trata?
- Estamos investigando um assassinato, e sabemos que a vítima jantou aqui ontem, com amigos. Gostaríamos de saber se você o reconhece, e se por acaso poderia identificar os homens que jantaram com ele.
- Posso fazer ainda melhor. Aqui nós temos uma vigilância 24h, e guardamos as filmagens por uma semana. Com certeza o seu amigo foi filmado chegando. Podemos dar uma olhada na gravação, e procurar por eles.
- Ótimo. Vamos lá.
Eles foram para a sala da segurança, que era muito acima do esperado para aquele restaurante. Mas o gerente explicou que era um cuidado do dono, pois o restaurante já havia sido assaltado duas vezes. Assim, o dono preferiu investir em vigilância, para ficar mais fácil de achar os bandidos que aparecessem por lá.
- Bom, aqui está. Esse é o vídeo de ontem. Vou passando rápido, avisem quando virem a vítima.
Juliano foi passando o vídeo, até chegar em 20:45.
- Aí, bem aí. Pare, essa é a nossa vítima.
Marcelo viu Emiliano entrando no restaurante, acompanhado de mais dois homens. Infelizmente, nenhum deles era Henrique Furtado.
- Isso. Agora teremos de descobrir quem são esses outros dois. Por favor, vai passando de novo o vídeo, até a hora em que eles saem.
Juliano continuou a passar o vídeo, até que aconteceu algo inesperado: Henrique Furtado apareceu, parecendo desorientado, e foi direto em direção à mesa de Emiliano. Como a mesa estava à vista, perceberam que os dois homens tiveram uma pequena discussão, e logo depois saíram juntos. Estranhamente, Emiliano não voltou para encontrar seus clientes, que foram embora um pouco depois da saída dos dois homens.
- Aí está. Agora sabemos que os dois estavam juntos ontem. Mas para onde eles foram? E onde está o terceiro? Por que eles foram para tão longe?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Capítulo 7 - Morte Suspeita

Depois de pegarem todas as informações possíveis, Fabrício e Marcelo sentaram para avaliar algumas coisas.
- E aí, Marcelo? Você acha que esse garoto pode ser o culpado dos três assassinatos, e ser o nosso homem misterioso?
- Olha, eu acho pouco provável. Sei lá, ele teria que ser ator para fingir tão bem o sofrimento com a notícia da morte do cara. E se ele realmente quisesse matar o tio, por que matar outras duas pessoas? Ele poderia ter feito isso de várias maneiras diferentes, sem envolver os outros dois.
- Sim, com certeza. Ele teria várias outras situações mais favoráveis para matar o tio. Mas ainda temos um problema: quem era o quarto homem? E onde ele está?
- Isso é algo que precisamos descobrir. Vamos atrás do Emiliano, e talvez consigamos descobrir alguma pista. Mas sugiro irmos primeiro na loja dele. Talvez lá eles tenham alguma informação, e assim adiamos a ideia de ter que falar com a família dele.
Quarenta minutos depois, os dois estavam entrando na confecção de uniformes do Emiliano, no centro da cidade. Marcelo se dirigiu ao balcão.
- Será que podemos falar com o dono daqui?
- Sinto muito, o dono não se encontra. – Respondeu o rapaz na recepção.
- E quem é que toma conta daqui quando ele não está?
- Eu mesmo, sou o gerente e sócio do Emiliano. Em que posso ajudar?
- Nós somos da polícia. Qual é mesmo o seu nome?
- Lucas. Aconteceu alguma coisa?
- Sim, aconteceu. Você sabe onde anda o seu sócio?
- Ele tinha me dito que ia sair com clientes ontem à noite, e que provavelmente só voltaria para o trabalho amanhã. Parece que ele pretendia curtir a noite. Só que ele não deu notícias, e normalmente ele liga nos dias que não vem trabalhar. Tentei ligar para o celular dele, mas ele não atendeu.
- Lucas, lamentamos informar, mas seu sócio não vai atender o celular por muito tempo. Ele foi assassinado.
- Assassinado? Mas como, onde? Vocês têm certeza de que era ele mesmo?
- Sim, temos certeza. Não podemos dar detalhes, mas ele estava com outros dois homens, e uma prostituta.
- Fazia parte do contato com clientes dar uma festinha com prostitutas? – Perguntou Marcelo.
- Não, claro que não. Ele ia sair ontem, mas disse que ia para um restaurante, e não iria ficar até tarde da noite. Não sei nada de prostituta nenhuma.
- Você sabe o nome do restaurante para onde ele foi, e quem eram os clientes? Assim poderíamos ampliar a nossa investigação.
- Claro, vou anotar para vocês.
Lucas entregou o papel a Fabrício, que viu que o restaurante era mediano: sem muita classe, mas de qualidade. Seria o próximo passo na investigação. Os clientes não tinham nada a ver com Maria Amélia e Henrique Furtado, pelo menos era o que parecia.
Aquela história ficava cada vez mais sem sentido.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Capítulo 6 - Morte Suspeita

Durante a tarde, eles foram investigar o empresário, Henrique Furtado. Descobriram que ele já não possuía família próxima, pois era órfão e não tinha filhos. O parente mais próximo era o sobrinho dele, Daniel Furtado, que era gerente de um dos hotéis da rede do tio.
Os dois policiais foram até o local de trabalho dele, sabendo que o rapaz seria um dos suspeitos; no caso da morte do tio, Daniel herdaria toda a rede de hotéis da família. Daniel também era órfão, e perdeu os pais no mesmo acidente de avião em que perdeu os avós. Em compensação, ele parecia ser muito ambicioso e competente naquilo que fazia.
A reação de Daniel ao saber que o tio estava morto foi a esperada. Ele ficou transtornado, sem saber como reagir. E, assim como dona Margarida, perguntou sobre os preparativos para o funeral do tio. Fabrício e Marcelo disseram que liberariam o corpo assim que possível, mas que antes precisariam fazer algumas perguntas.
- Então, Daniel, você é o único herdeiro do seu tio? – Perguntou Marcelo.
-Sim, sou. Ele não havia casado ainda, dizia que era muito novo para isso. Mas desculpe, ainda não entendi. Onde foi mesmo que disseram que meu tio foi assassinado?
- Achamos o corpo dele em um quarto de hotel, junto com o corpo de outro homem, no bairro dos cabarés. Seu tio ia muito por lá?
- Olha, ele nunca comentava comigo esses detalhes, mas de certa forma eu desconfiava que ele costumava pegar uma prostituta de vez em quando.
- E qual era o motivo dessa desconfiança? – Quis saber Fabrício.
- Ora, ele era homem. E meu tio não era de ir para boate, ele era muito conhecido. Ele tinha medo de ficar com alguma garota interesseira, se apaixonar por ela e acabar perdendo tudo. Ele dizia que mais para frente iria conhecer a mulher da vida dele, mas não agora. Assim, a única coisa que fazia sentido para mim era que ele pegasse umas putas de vez em quando, já que com certeza ele não era gay.
- Tudo bem. E você já ouviu falar de um cara chamado Emiliano da Silva?
- Não, nunca. Ele é suspeito de ter matado o meu tio? Quem é esse desgraçado?
- Ele foi o outro homem encontrado morto, e queríamos saber se ele tinha alguma ligação com o seu tio. Ele era dono de uma confecção de uniformes, você sabe se o seu tio pretendia trocar os uniformes da rede de hotéis?
- Não faço ideia. Talvez, se for o caso, tenha sido só uma pesquisa de preço, porque meu tio não falou nada comigo, e ele costumava compartilhar todas as decisões comigo. Assim, ele dizia que estava me preparando para assumir o negócio mais pra frente. Mas, se era uma pesquisa de preços, por que será que eles estavam dentro de um cabaré?
-Essa é uma boa pergunta.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Capítulo 5 - Morte Suspeita

- E então, o que foi? – Perguntou Margarida, já aflita com aquela situação.
- Você sabe onde a sua filha estava ontem à noite? – Perguntou Fabrício.
- Sei sim. Ela estava trabalhando, como sempre. E eu estava aqui, cuidando do filho dela. Já estou até ficando preocupada, pois já passou da hora de ela voltar para casa, e ela não aparece.
- Dona Margarida, sentimos muito em informar, mas a sua filha foi assassinada.
- O quê? Você tem certeza de que era ela? – Perguntou Margarida, já com as pernas tremendo e procurando o sofá atrás dela para se sentar.
- Temos sim, infelizmente. Sinto muito pela sua perda.
- Minha filhinha! E agora, o que será de mim e do meu neto? Ela é que nos sustentava, ela é que pagava as contas aqui de casa. O que será de nós?
- Sabemos que é uma situação complicada, mas precisamos fazer algumas perguntas a você. – Disse Marcelo, já desconfortável com toda aquela situação.
- Tudo bem, vou tentar responder. Mas eu preciso ver a minha filha.
- Providenciaremos isso assim que possível. Dona Margarida, onde a sua filha estava ontem à noite, exatamente?
- Ela estava na rua. É uma vergonha falar nisso, mas agora não faz muita diferença. Ela era da rua, e saía toda noite para o bairro dos cabarés. Ela não me dava detalhes, mas era isso que ela fazia. Eu não sei de nada, só que ela saía às 21 de casa e chegava com o dia amanhecendo.
- Tudo bem, dona Margarida. Aqui está o meu cartão, caso a senhora lembre de alguma coisa, algum nome que talvez ela tenha comentado. Ela nunca falou de nenhum cliente regular, ou de alguma amiga dela de trabalho? – Perguntou Fabrício.
- Não, ela não falava em nomes. Mas se eu lembrar de alguma coisa, eu aviso. Por favor, deixa eu ver a minha filha, deixa eu poder fazer um enterro decente pra ela.
- Faremos isso, assim que o corpo for liberado. Vou tentar agilizar as coisas, e aviso logo para a senhora.
Eles saíram da casa, com pouco mais de informação do que já tinham. Mas, pelo menos, sabiam que Maria Amélia havia morrido no mesmo lugar em que costumava trabalhar. O jeito seria ir até lá de noite, e tentar conversar com as outras prostitutas que estavam na rua. Talvez alguma delas reconhecesse a menina, e com um pouco de sorte elas conversariam com eles.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Capítulo 4 - Morte Suspeita

Ao voltar para a delegacia, eles começaram a procurar a identidade das vítimas. A prostituta da calçada era Maria Amélia (na rua, era conhecida como Natasha), de 28 anos. Segundo policiais que trabalhavam na área, ela tinha um ponto perto da rua onde foi encontrada, e era conhecida por todo mundo. Ela trabalhava nas ruas há mais de 10 anos, e não costumava dar trabalho para ninguém.
O homem achando no meio do quarto era um empresário de 34 anos, Henrique Furtado. Ele trabalhava em uma rede de hotéis bem estabelecida, e era filho do dono. Apesar dessa facilidade, ele era conhecido pelo seu trabalho duro e dedicação ao emprego.
Já o homem achado no meio do banheiro era Emiliano da Silva, um comerciante que tinha uma loja de uniformes no bairro próximo de onde ele foi achado morto. E, aparentemente, não possuía nenhuma ligação com a prostituta e o empresário. Até porque ele era um homem casado, e a loja dele não fornecia uniformes para hotéis.
Depois de levantar todas essas informações, os nossos detetives se depararam com dois grandes problemas: descobrir quem era o terceiro homem que estava com eles no quarto, e qual era a ligação entre as quatro pessoas.
Eles começaram pelo óbvio: mandaram um alerta para os hospitais da cidade para homens feridos a bala. Depois, resolveram falar logo com os familiares das vítimas. Isso ajudaria a entender por que as vítimas estavam juntas naquele hotel, e daquela forma.
Eles resolveram começar pela prostituta, cuja mãe cuidava do filho pequeno dela.
- Olá, dona Margarida. Será que podemos entrar? – Perguntou Fabrício, assim que a mãe da Natasha abriu a porta, com um menino de três anos no colo.
- Quem são vocês? O que querem aqui?
- Somos policiais, e viemos falar com você sobre a sua filha, Maria Amélia.
- O que houve com a minha filha? Ela foi presa?
- Dona Margarida, seria melhor se entrássemos e a senhora se sentasse.
-Tudo bem, então. Venham. Esperem um pouco, vou colocar o garoto no quarto. Porque não me parece que vocês estão trazendo boas notícias.