Ao chegarem à delegacia, Washington já havia conseguido se controlar mais um pouco. Ele estava mais tranquilo, e sabia exatamente o que devia contar para os policiais sobre o primo dele. E com certeza ele não seria preso por algo que não cometeu.
- E aí? Vamos lá, comece a falar e explicar tudo que aconteceu naquela noite. – Começou Fabrício, assim que entraram na sala de interrogação.
- Antes de dizer qualquer coisa, preciso ter uma garantia de que não vou ser preso e nem acusado de nada.
- E já explicamos que só poderemos dar alguma garantia depois que soubermos o que é que você tem para nos contar.
- Tudo bem, tudo bem. Não vai rolar ficar nesse joguinho. O negócio é o seguinte: eu trabalho para um cara que vende drogas. Eu dou para ele os contatos que ele me pede, pego a grana e distribuo as drogas que ele vende. Ele me paga por isso, e é só. O meu primo estava devendo uma grana pra esse cara, e eu fui cobrar a dívida. Foi isso.
- E quem é esse cara para quem você trabalha? – Perguntou Fabrício.
- Eu não sei o nome dele. Só sei o telefone, que é de um laranja, e tenho a chave de um depósito, que é por onde nós fazemos as transações.
- Você pode começar dizendo o número do tal telefone e o endereço do depósito. – Disse Marcelo.
- Isso eu só digo depois das minhas garantias.
- Espere um pouco. – Disse Fabrício, sinalizando para que Marcelo o acompanhasse para fora da sala.
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