Washington passou todas as informações que tinha para os policiais, que começaram a pensar em uma maneira de pegar o traficante. Como ele estava no quarto com as outras três vítimas, ele devia ser o culpado pelas mortes. Ou, pelo menos, devia saber o que foi que aconteceu naquela noite.
Eles acharam que a melhor opção seria armar uma armadilha para o sujeito. Eles combinaram tudo com Washington, que ligou para o chefe dizendo que tinha um cliente novo. O tal do cliente já havia pago adiantado a primeira encomenda, e Washington ficou de entregar as drogas no dia seguinte. Então, tudo que os policiais teriam que fazer era ficar de tocaia no depósito, esperando para pegar quem ia pegar o dinheiro e deixar a droga.
Assim que Washington deixou o dinheiro, a polícia montou tocaia. Eles colocaram câmeras discretas ao redor do depósito, para poderem filmar tudo o que acontecesse. Era um lugar com pouco movimento, e a polícia teria que ser muito discreta para o bandido não desconfiar de nada. Eles montaram turnos de vigia, e ficaram de prontidão para agir assim que o cara pegasse o dinheiro e deixasse a droga.
As horas foram passando, e eles começaram a achar que o cara tinha percebido algum problema, ou viu a movimentação dos policiais e resolveu cair fora.
Depois das três da manhã, quando a rua estava completamente deserta, eles repararam em um movimento no fim da rua. Era um carro se aproximando, devagar. Os policiais que estavam dentro da van de vigia se endireitaram, e ficaram observando o carro se aproximar através das câmeras.
O carro reduziu a velocidade, passou em frente ao depósito e foi embora. Os policiais se desanimaram, achando que era só mais alguém perdido na madrugada. Mas, um pouco mais à frente, o carro fez a manobra e voltou, desta vez com os faróis apagados. Com certeza, parecia a atitude de alguém que estava se precavendo, tendo a certeza de que não tinha ninguém atrás dele. Tudo indicava que, finalmente, o traficante havia aparecido.
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