Ao se ver na foto, Washington perdeu a fala por um momento. Ele ficou sem reação, e começou a empalidecer. Os policiais não perderam tempo, e foram mais incisivos.
- Washington, não tente nos enganar, que você só vai piorar as coisas pro seu lado. Vamos lá. Por que você foi atrás no Emiliano nessa noite? – Perguntou Fabrício.
- É que... Eu... – Washington tentou de toda maneira ganhar tempo com os policiais, mas viu que não teria como escapar dessa. – Olha, é que eu fui lá ter um papo com meu primo, só isso.
- Não enrola a gente. Um dos caras que estava jantando com seu primo disse que não foi um papo qualquer. Qual foi o motivo da conversa? – Quis saber Marcelo.
- Eu fui atrás dele porque ele estava devendo uma grana pra um amigo. Esse amigo me pediu pra ir atrás dele e pedir a grana de volta. O Emiliano se revoltou, e resolveu ir comigo pagar o cara.
- E quem é esse seu amigo? O que queria o dinheiro de volta? – Indagou Fabrício.
- Isso já é mais complicado.
- Complicado por quê?
- Eu não tenho contato direito com o cara, só por telefone. Eu sou o contato entre ele e o meu primo, saca? – Tentou explicar Washington, que se enrolava cada vez mais.
- Washington, a dívida era de quê? – Perguntou Marcelo, mudando bruscamente o assunto para enrolar ainda mais Washington.
- Cara, eu não sei direito...
- É melhor você ser sincero, ou então vai acabar sobrando pra você. É melhor você contar pra gente direitinho o que aconteceu naquela noite.
- Tudo bem, tudo bem. Eu conto. Mas quero uma garantia pra mim. Não quero ser preso por uma coisa que eu não fiz.
- Certo, sem problemas. Vamos ver se você conta alguma coisa interessante. Dependendo do que você contar, a gente negocia os termos. Vamos para a delegacia. – Disse Marcelo.
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