quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Capítulo 22 - Morte Suspeita

- Olha, é melhor você parar de enrolar. Vai logo contando o que aconteceu naquela noite.
Roberto olhou para os dois policiais. Ele viu nos olhos deles de que não teria escapatória, e o melhor seria tentar ficar só com a acusação de tráfico, e dar um jeito de jogar as mortes nas mãos dos falecidos. Seria a melhor saída, e ele ficaria menos tempo preso. O fato do Henrique Furtado ter sido patrão dele não significava muita coisa.
- É o seguinte. Admito, eu faço tráfico de drogas. E vou contar tudo o que aconteceu, mas quero saber se rola algum acordo se eu entregar pra vocês um peixe maior.
- Que tipo de peixe? O cara para quem você trabalha? – Quis saber Marcelo.
- É, ele. Quero saber se dá pra amenizar a pena, ou algo do tipo. Posso colocar vocês na pista dele.
- O negócio é o seguinte: nós estamos investigando três homicídios. A área de drogas não é com a gente, mas com outro departamento. O máximo que podemos fazer é falar com um amigo nosso de lá, explicar a situação, e ver o que ele acha. Mas, por agora, a nossa preocupação é saber quem foi que matou aquelas três pessoas. Então, pode começar a falar. – Explicou Fabrício.
- Tudo bem, tudo bem. Eu tinha acabado de me encontrar com o Henrique, que tinha me pedido uma quantidade boa de pó. Como ele tinha saído do expediente, nós resolvemos conversar e relaxar um pouco na Rua dos Prazeres, porque lá ninguém costuma encher o saco.
- E como é que o Emiliano entrou nessa história? – Indagou Marcelo.
- Eu tinha dito pro Washington dar uma dura nele, porque ele estava me devendo uma grana boa. Eu disse onde o Emiliano ia estar, e disse pro Washington conseguiu o meu dinheiro ainda aquela noite. Como era uma grana alta, o Emiliano não aceitou muito bem e quis ir falar direto comigo. Como eu estava de bom humor, disse pro Washington levar o Emiliano até onde eu estava, que eu mesmo ia resolver o problema.
- E como foi que você resolveu o problema? Dando um tiro nele? – Disparou Marcelo, esperando para ver qual seria a reação de Roberto.
- Não, cara. Eu não mato ninguém.
- Sei, com certeza. Mas só que essa parte da história a gente já sabe. Falta saber agora o que aconteceu naquele quartinho de muquifo.
- Eu vou chegar lá, calma. O Emiliano chegou, enfurecido porque o jantar dele tinha sido estragado. Eu disse pra ele se acalmar, que não seria assim que ele resolveria as coisas comigo. Ele ficou brigando, dizendo que não andava cheio da grana, e que não teria como me pagar naquele dia. Eu aceitei, mas disse que ele teria que me pagar até o fim da semana.
Roberto fez uma pausa, e viu que nenhum dos dois policiais tinha reagido, nem pretendia interromper. Assim, ele continuou.
- Depois disso, o Emiliano relaxou. Ele ficou mais tranquilo, e até achou que devia chamar uma... Garota para nos fazer companhia e esquentar a nossa pequena festinha.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Capítulo 21 - Morte Suspeita

Assim que o suspeito foi liberado do hospital com o pé devidamente tratado, ele foi encaminhado diretamente para a delegacia. Lá, ele foi levado para uma sala de interrogatório, e esperou alguns minutos até que Marcelo e Fabrício apareceram para interrogá-lo.
- Muito bem, parece que finalmente conseguimos colocar as mãos nesse sujeitinho escorregadio. – Começou Marcelo.
- É, por pouco não íamos conseguir chegar até ele. Que bom que conseguimos descobrir logo quem ele era.
- O que querem de mim? Por que eu estou aqui?
- Você sabe muito bem, Roberto. Você sabe muito bem. – Disse Fabrício.
- Olha, vocês não podem me prender sem motivos. Eu tenho direito de saber qual é a acusação contra mim.
- Quais acusações seria o mais correto. Vamos começar com tráfico de drogas. Depois, podemos passar para homicídio triplo, duplamente qualificado. – Enumerou Marcelo, que ia fazer o papel de tira malvado.
- Homicídio? Do que você está falando? Não matei ninguém, não estou envolvido em nada disso.
- Nós não somos idiotas. Onde você estava na noite de quatro dias atrás?
- Estava atendendo a clientes.
- Por acaso um desses clientes se chamava Henrique Furtado?
- Não sei o nome real dele.
- Eu acho que sabe... E, afinal de contas, qual é a sua relação com esses clientes? O que você vende pra eles?
- Segredo.
- Qual é, cara. A gente te pegou em flagrante, entregando uma quantidade considerável de drogas e pegando uma grana alta. A gente sabe que você é traficante, e não tem como correr disso.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Capítulo 20 - Morte Suspeita

O carro parou em frente ao depósito, e todos os policiais ficaram em alerta máximo. O ocupante saiu, mas usava um boné que encobria o rosto dele. Os policiais ficaram observando pelas câmeras enquanto o suspeito entrava no depósito, e se dirigia diretamente para o depósito onde estava o dinheiro.
Ele olhou pros lados, como se para se certificar de que não havia ninguém ali com ele. Logo depois, tirou uma chave do bolso e abriu o depósito. Assim que ele o fechou novamente, com o dinheiro no bolso, os policiais saíram da van de vigilância e foram atrás dele.
- Polícia! Parado! Coloque as mãos para cima! – Gritou Marcelo.
Ao ouvir o chamado, o suspeito tentou sair correndo em direção ao carro dele. Como Fabrício era muito bom atirador, ele mirou no pé do bandido. E acertou. Ele caiu no chão de dor, desesperado.
- Você está maluco? Não pode sair atirando assim nas pessoas.
- Posso sim, porque você tentou fugir da prisão. Ah, e você está sendo preso por tráfico de drogas. Andem, levem esse sujeito ao hospital, e fiquem com ele até ele receber alta. Não deve demorar, o tiro foi só superficial.
- Antes disso, Marcelo, pegue os documentos dele. Vamos ver quem é esse sujeito.
Ao observar, eles viram que o suspeito não era tão desconhecido assim.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Capítulo 19 - Morte Suspeita

Washington passou todas as informações que tinha para os policiais, que começaram a pensar em uma maneira de pegar o traficante. Como ele estava no quarto com as outras três vítimas, ele devia ser o culpado pelas mortes. Ou, pelo menos, devia saber o que foi que aconteceu naquela noite.
Eles acharam que a melhor opção seria armar uma armadilha para o sujeito. Eles combinaram tudo com Washington, que ligou para o chefe dizendo que tinha um cliente novo. O tal do cliente já havia pago adiantado a primeira encomenda, e Washington ficou de entregar as drogas no dia seguinte. Então, tudo que os policiais teriam que fazer era ficar de tocaia no depósito, esperando para pegar quem ia pegar o dinheiro e deixar a droga.
Assim que Washington deixou o dinheiro, a polícia montou tocaia. Eles colocaram câmeras discretas ao redor do depósito, para poderem filmar tudo o que acontecesse. Era um lugar com pouco movimento, e a polícia teria que ser muito discreta para o bandido não desconfiar de nada. Eles montaram turnos de vigia, e ficaram de prontidão para agir assim que o cara pegasse o dinheiro e deixasse a droga.
As horas foram passando, e eles começaram a achar que o cara tinha percebido algum problema, ou viu a movimentação dos policiais e resolveu cair fora.
Depois das três da manhã, quando a rua estava completamente deserta, eles repararam em um movimento no fim da rua. Era um carro se aproximando, devagar. Os policiais que estavam dentro da van de vigia se endireitaram, e ficaram observando o carro se aproximar através das câmeras.
O carro reduziu a velocidade, passou em frente ao depósito e foi embora. Os policiais se desanimaram, achando que era só mais alguém perdido na madrugada. Mas, um pouco mais à frente, o carro fez a manobra e voltou, desta vez com os faróis apagados. Com certeza, parecia a atitude de alguém que estava se precavendo, tendo a certeza de que não tinha ninguém atrás dele. Tudo indicava que, finalmente, o traficante havia aparecido.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Personagens

A pedido, segue uma pequena lista dos personagens do conto Morte Suspeitas, pras pessoas se acharem.

Vítimas:
Maria Amélia - prostituta
Emiliano da Silva - dono de uma confecção de uniformes
Henrique Furtado - dono de uma rede de hotéis

Policiais:
Marcelo
Fabrício

Outras pessoas:
Dona Margarida - mãe de Maria Amélia
Daniel Furtado - sobrinho de Henrique Furtado, gerente de um hotel
Lucas - gerente da confecção de Emiliano
Juliano - gerente do restaurante onde Emiliano jantou com amigos
Rodrigo - amigo de Emiliano que jantou com ele
Washington - primo de Emiliano, que trabalho no mesmo hotel que Daniel

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Capítulo 18 - Morte Suspeita


- E para onde foi que você levou o seu primo? – Quis saber Marcelo, já começando a se irritar.
- Eu levei pra onde o chefe queria, um hotel lá na Rua dos Prazeres. Pelo que me parece, ele estava lá com um outro cliente. Pelo visto, ele mesmo é que ia cuidar do problema do Emiliano, então nem me estressei nem nada.
- E quando você chegou ao tal hotel, o que aconteceu? – Perguntou Fabrício.
- Eu deixei o Emiliano na porta do hotel e fui embora.
- Não subiu para encontrar com seu chefe? – Indagou Marcelo.
- Não, ele me disse para não subir. O porteiro já tinha sido avisado, e ia liberar a entrada do Emiliano. Então, eu deixei ele por lá e fui embora.
- Você sabe quem estava com o seu chefe? Quem era esse cliente?
- Não faço ideia. Com certeza devia ser um cliente mais próximo, já que eles estavam juntos em uma festinha particular. Não devia ser um dos caras que eu atendo.
- Tudo bem. Esse foi um bom começo. Agora, vamos para a parte legal da coisa. Pode começar dando para nós o número do celular dele, e o endereço e a chave do depósito que vocês usam.
- Mas espera aí. E as minhas garantias?
- É simples. Se você nos ajudar a pegar esse cara, e a gente conseguir prendê-lo, você fica livre. Mas se você resolver atrapalhar a operação de alguma maneira, você vai rodar junto com o seu chefe. Entendeu? – Disse Marcelo.
- Tudo bem. Vamos nessa.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Capítulo 17 - Morte Suspeita

- Marcelo, eu acho que esse cara está certo. Na verdade, o que a gente quer é saber o nome do traficante. Pelo visto, ele é que pode estar envolvido nos crimes. Talvez seja melhor dar algumas garantias a ele, e conseguirmos o nome do chefe dele.
- É, pode até ser. Mas, antes, precisamos saber qual é exatamente o envolvimento dele no que aconteceu naquela noite.
Os dois policiais voltaram para a sala, e Marcelo recomeçou as perguntas.
- Tudo bem, Washington. Vamos falar com o promotor e ver o que ele consegue fazer por você. Mas antes precisamos saber de mais algumas coisas.
- Como o quê? – Perguntou Washington, começando a ficar nervoso novamente.
- Você disse que foi ao restaurante, atrás do seu primo, para cobrar uma divida que ele tem com esse tal de traficante aí. – Falou Fabrício.
- Isso mesmo.
- E depois que vocês saíram do restaurante, para onde foram? – Quis saber Marcelo.
Washington começou a suar e gaguejar. Ele tinha que dar um jeito de não se comprometer na história toda.
- Olha... É o seguinte... Eu não quero comprometer outras pessoas...
- Mas para você não se comprometer mais ainda, é melhor começar a falar logo e parar de tentar enrolar a gente.
- Foi assim... O tal do chefe me disse para ir atrás do Emiliano. E eu fui. Só que, quando eu fui falar com ele, ele se estressou demais e disse que queria falar pessoalmente com o chefe. Eu disse que não tinha como, que eu não sabia onde o chefe estava e tudo mais. Só que ele não desistiu.
- E aí? – Quis saber Marcelo, quando Washington fez uma pausa.
- Aí que ele insistiu tanto que eu não tive outra opção, e liguei pro chefe. Expliquei a situação, disse que o Emiliano queria falar pessoalmente com ele. Aí o chefe me disse que estava fazendo uma festinha, e que eu podia levar o Emiliano até lá.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Capítulo 16 - Morte Suspeita

Ao chegarem à delegacia, Washington já havia conseguido se controlar mais um pouco. Ele estava mais tranquilo, e sabia exatamente o que devia contar para os policiais sobre o primo dele. E com certeza ele não seria preso por algo que não cometeu.
- E aí? Vamos lá, comece a falar e explicar tudo que aconteceu naquela noite. – Começou Fabrício, assim que entraram na sala de interrogação.
- Antes de dizer qualquer coisa, preciso ter uma garantia de que não vou ser preso e nem acusado de nada.
- E já explicamos que só poderemos dar alguma garantia depois que soubermos o que é que você tem para nos contar.
- Tudo bem, tudo bem. Não vai rolar ficar nesse joguinho. O negócio é o seguinte: eu trabalho para um cara que vende drogas. Eu dou para ele os contatos que ele me pede, pego a grana e distribuo as drogas que ele vende. Ele me paga por isso, e é só. O meu primo estava devendo uma grana pra esse cara, e eu fui cobrar a dívida. Foi isso.
- E quem é esse cara para quem você trabalha? – Perguntou Fabrício.
- Eu não sei o nome dele. Só sei o telefone, que é de um laranja, e tenho a chave de um depósito, que é por onde nós fazemos as transações.
- Você pode começar dizendo o número do tal telefone e o endereço do depósito. – Disse Marcelo.
- Isso eu só digo depois das minhas garantias.
- Espere um pouco. – Disse Fabrício, sinalizando para que Marcelo o acompanhasse para fora da sala.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Capítulo 15 - Morte Suspeita

Ao se ver na foto, Washington perdeu a fala por um momento. Ele ficou sem reação, e começou a empalidecer. Os policiais não perderam tempo, e foram mais incisivos.
- Washington, não tente nos enganar, que você só vai piorar as coisas pro seu lado. Vamos lá. Por que você foi atrás no Emiliano nessa noite? – Perguntou Fabrício.
- É que... Eu... – Washington tentou de toda maneira ganhar tempo com os policiais, mas viu que não teria como escapar dessa. – Olha, é que eu fui lá ter um papo com meu primo, só isso.
- Não enrola a gente. Um dos caras que estava jantando com seu primo disse que não foi um papo qualquer. Qual foi o motivo da conversa? – Quis saber Marcelo.
- Eu fui atrás dele porque ele estava devendo uma grana pra um amigo. Esse amigo me pediu pra ir atrás dele e pedir a grana de volta. O Emiliano se revoltou, e resolveu ir comigo pagar o cara.
- E quem é esse seu amigo? O que queria o dinheiro de volta? – Indagou Fabrício.
- Isso já é mais complicado.
- Complicado por quê?
- Eu não tenho contato direito com o cara, só por telefone. Eu sou o contato entre ele e o meu primo, saca? – Tentou explicar Washington, que se enrolava cada vez mais.
- Washington, a dívida era de quê? – Perguntou Marcelo, mudando bruscamente o assunto para enrolar ainda mais Washington.
- Cara, eu não sei direito...
- É melhor você ser sincero, ou então vai acabar sobrando pra você. É melhor você contar pra gente direitinho o que aconteceu naquela noite.
- Tudo bem, tudo bem. Eu conto. Mas quero uma garantia pra mim. Não quero ser preso por uma coisa que eu não fiz.
- Certo, sem problemas. Vamos ver se você conta alguma coisa interessante. Dependendo do que você contar, a gente negocia os termos. Vamos para a delegacia. – Disse Marcelo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Capítulo 14 - Morte Suspeita

- Olá. Vocês estão atrás de mim? – Perguntou Washington. Ele tinha demorado um pouco para se recompor do susto, e torcia para que os policiais não notassem o nervosismo dele.
- Sim, Washington. Se puder esperar lá fora, estamos terminando de conversar com o Daniel e logo te chamaremos. – Explicou Fabrício.
Washington saiu, e ficou andando de um lado para outro, tentando segurar a ansiedade. Como é que eles tinham descoberto sobre ele tão rápido? Ele não tinha nenhuma ligação direta com nenhum dos três. Tudo bem, ele era empregado do hotel. Mas só isso. Ele não tinha nenhum cargo grande, de renome. Como é que descobriram tão rápido?
Mas ele precisava se acalmar. Na verdade, ele ainda nem sabia por que a polícia tinha perguntado por ele. Podia ser que eles estavam interrogando todos os funcionários do hotel, para ver se descobriam alguma coisa.
O jeito era se acalmar, se controlar e esperar para ver o que iria acontecer. Não era possível terem descoberto tudo. Não era possível.
- Então, Daniel, você não faz ideia por que o seu tio tinha tanta cocaína no sangue? – Perguntou Marcelo.
- Não sei o motivo. Vai ver ele resolveu ter uma recaída na noite da morte dele, e exagerou. Mas realmente não sei o motivo. Sinto muito não poder ajudar mais.
- Tudo bem, então. Agora, vamos conversar com o Washington. Por favor, peça para ele entrar.
- Sem problemas.
Daniel saiu, e logo depois entrou Washington.
- Washington, onde você estava três noites atrás? Por volta de 20h. – Perguntou Fabrício, diretamente.
- Eu estava em casa. Por quê?
- Então, quem é nesta foto? O seu irmão gêmeo?
- Não tenho irmão gêmeo. Deixa eu olhar mais de perto. – Pediu Washington, já começando a tremer ligeiramente.
Marcelo tirou a foto da imagem da segurança do restaurante de dentro da pasta dele, e colocou em frente ao Washington. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Capítulo 13 - Morte Suspeita

Da janela do escritório Washington viu a polícia chegando. Ele levou um susto, mas achou que provavelmente os policiais nem sabiam que ele existia; eles deviam estar só voltando para conversar de novo com o Daniel, nada demais. Eles não tinham como saber do envolvimento do Washington no caso.
Assim que chegaram, os detetives foram logo levados para a sala do Daniel.
- Olá. Espero que tenham alguma notícia para me dizer.
- Sim, Daniel. As investigações estão avançando, e sabemos que um dos seus funcionários está envolvido no caso. Precisamos falar com ele para podermos elucidar algumas questões. – Disse Fabrício.
- Pois não. É só dizerem quem é, e eu mando chamar.
- O nome dele é Washington. – Informou Marcelo.
- Ele é um funcionário relativamente novo. Só um minuto, que ele será trazido até aqui. Vocês preferem conversar na minha sala?
- Se não for atrapalhar, sim. É melhor ter um lugar mais privado. E, Daniel, ainda queremos falar com você.
Depois que Daniel falou com o secretário dele, voltou para a sala e se dirigiu aos policiais.
- O Washington vai subir logo mais. Enquanto isso, como posso ajudar?
- O seu tio era viciado em cocaína? – Perguntou diretamente Marcelo, para pegar Daniel de surpresa.
- Como assim? Do que estão falando?
- O exame de sangue do seu tio indicou que ele tinha muita cocaína no corpo, o suficiente para sofrer uma overdose. Ele era viciado? – Explicou Fabrício.
- Olha, ele já foi usuário a um tempo atrás. Ele se internou, há alguns anos, e desde então, até onde eu saiba, ele estava livre do vício. Não sabia que ele tinha voltado a usar. Pelo menos, não transpareceu isso para mim. Ele devia estar fazendo isso escondido.
Neste, momento, Washington bateu na porta.