Assim que o suspeito foi liberado do hospital com o pé devidamente tratado, ele foi encaminhado diretamente para a delegacia. Lá, ele foi levado para uma sala de interrogatório, e esperou alguns minutos até que Marcelo e Fabrício apareceram para interrogá-lo.
- Muito bem, parece que finalmente conseguimos colocar as mãos nesse sujeitinho escorregadio. – Começou Marcelo.
- É, por pouco não íamos conseguir chegar até ele. Que bom que conseguimos descobrir logo quem ele era.
- O que querem de mim? Por que eu estou aqui?
- Você sabe muito bem, Roberto. Você sabe muito bem. – Disse Fabrício.
- Olha, vocês não podem me prender sem motivos. Eu tenho direito de saber qual é a acusação contra mim.
- Quais acusações seria o mais correto. Vamos começar com tráfico de drogas. Depois, podemos passar para homicídio triplo, duplamente qualificado. – Enumerou Marcelo, que ia fazer o papel de tira malvado.
- Homicídio? Do que você está falando? Não matei ninguém, não estou envolvido em nada disso.
- Nós não somos idiotas. Onde você estava na noite de quatro dias atrás?
- Estava atendendo a clientes.
- Por acaso um desses clientes se chamava Henrique Furtado?
- Não sei o nome real dele.
- Eu acho que sabe... E, afinal de contas, qual é a sua relação com esses clientes? O que você vende pra eles?
- Segredo.
- Qual é, cara. A gente te pegou em flagrante, entregando uma quantidade considerável de drogas e pegando uma grana alta. A gente sabe que você é traficante, e não tem como correr disso.
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