Quando Fabrício estava quase terminando de fotografar tudo, o parceiro dele chegou. Marcelo era tão dedicado quanto ele, e também determinado a fechar todos os casos que pegava.
- E aí, Fabrício? Já sabe de onde ela caiu?
- Marcelo, eu estava pensando nisso. Pelo ângulo dela, e a posição do corpo, acho que ela foi jogava talvez do segundo andar de um desses dois prédios.
- Por que segundo andar?
- Talvez o terceiro também. Mais alto do que isso, ela teria vários ossos quebrados. Não me parece que a queda tenha sido muito grande. Vamos tentar entrar nos prédios?
- Vamos nessa.
Eles foram ao prédio mais próximo, com uma foto da vítima em mãos. Com sorte, o porteiro de algum dos prédios a reconheceria. E, com mais sorte ainda, saberia com quem ela estava na hora da morte. Nos dois primeiros prédios, ninguém reconheceu a garota, mas no terceiro eles tiveram sorte.
- Sim, eu vi essa loira por aqui ontem à noite. – Disse o porteiro de plantão.
- Ela estava sozinha? – Perguntou Fabrício.
- Não, ela subiu pro quarto com três caras.
- Pode nos levar até o quarto em que eles estavam? – Quis saber Marcelo.
- É claro. Por aqui.
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