quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Capítulo 7 - Morte Suspeita

Depois de pegarem todas as informações possíveis, Fabrício e Marcelo sentaram para avaliar algumas coisas.
- E aí, Marcelo? Você acha que esse garoto pode ser o culpado dos três assassinatos, e ser o nosso homem misterioso?
- Olha, eu acho pouco provável. Sei lá, ele teria que ser ator para fingir tão bem o sofrimento com a notícia da morte do cara. E se ele realmente quisesse matar o tio, por que matar outras duas pessoas? Ele poderia ter feito isso de várias maneiras diferentes, sem envolver os outros dois.
- Sim, com certeza. Ele teria várias outras situações mais favoráveis para matar o tio. Mas ainda temos um problema: quem era o quarto homem? E onde ele está?
- Isso é algo que precisamos descobrir. Vamos atrás do Emiliano, e talvez consigamos descobrir alguma pista. Mas sugiro irmos primeiro na loja dele. Talvez lá eles tenham alguma informação, e assim adiamos a ideia de ter que falar com a família dele.
Quarenta minutos depois, os dois estavam entrando na confecção de uniformes do Emiliano, no centro da cidade. Marcelo se dirigiu ao balcão.
- Será que podemos falar com o dono daqui?
- Sinto muito, o dono não se encontra. – Respondeu o rapaz na recepção.
- E quem é que toma conta daqui quando ele não está?
- Eu mesmo, sou o gerente e sócio do Emiliano. Em que posso ajudar?
- Nós somos da polícia. Qual é mesmo o seu nome?
- Lucas. Aconteceu alguma coisa?
- Sim, aconteceu. Você sabe onde anda o seu sócio?
- Ele tinha me dito que ia sair com clientes ontem à noite, e que provavelmente só voltaria para o trabalho amanhã. Parece que ele pretendia curtir a noite. Só que ele não deu notícias, e normalmente ele liga nos dias que não vem trabalhar. Tentei ligar para o celular dele, mas ele não atendeu.
- Lucas, lamentamos informar, mas seu sócio não vai atender o celular por muito tempo. Ele foi assassinado.
- Assassinado? Mas como, onde? Vocês têm certeza de que era ele mesmo?
- Sim, temos certeza. Não podemos dar detalhes, mas ele estava com outros dois homens, e uma prostituta.
- Fazia parte do contato com clientes dar uma festinha com prostitutas? – Perguntou Marcelo.
- Não, claro que não. Ele ia sair ontem, mas disse que ia para um restaurante, e não iria ficar até tarde da noite. Não sei nada de prostituta nenhuma.
- Você sabe o nome do restaurante para onde ele foi, e quem eram os clientes? Assim poderíamos ampliar a nossa investigação.
- Claro, vou anotar para vocês.
Lucas entregou o papel a Fabrício, que viu que o restaurante era mediano: sem muita classe, mas de qualidade. Seria o próximo passo na investigação. Os clientes não tinham nada a ver com Maria Amélia e Henrique Furtado, pelo menos era o que parecia.
Aquela história ficava cada vez mais sem sentido.

2 comentários:

  1. Salve!
    Venho lendo desde o começo do blog mas nunca comentei - talvez por não saber se criticas eram bem vindas. :PP

    Mas, enfim.
    Essa história parece prometer um bom final, mas só queria dizer duas coisas que vieram à cabeça:
    1. Você trabalha pouco a descrição. Nunca situação como essa, com "varios" personagens, se identificar com um deles é muito bom. Dizer se é gordo, magro, alto, baixo. Falar um pouco dele. Faz render os capitulos e fica muito mais rico.
    2. Desenvolver mais as cenas dos crimes, mais detalhes, mais comentários. Pra que o leitor meio que chegue a suas proprias conclusões, mesmo que erradas (o que é bem mais divertido).

    Seu objetivo pode ser só se divertir - como é o meu também, mas é bom aprimorar um talento.

    Lee Guedes

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  2. Agradeço a dica!

    Vou tentar melhorar...

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